Legalização do Aborto


.
Elena Kalis


Vou tocar num assunto sério, que sempre tento contornar aqui. Sou favorável a legalização do aborto. Por favor, não me queira mal por isto. Vou explicar porque...
Eu não abortaria, mas isto é uma escolha de minha parte que não me sinto no direito de impingir a você e nem a ninguém.

1.
Nunca vi ninguém feliz por estar indo abortar. Por acaso você já encontrou uma amiga sorridente que falou: “Estou tão contente, estou indo abortar!”. Nunca você vai encontrar uma mulher feliz por ter abortado ou estar indo abortar. Se uma mulher opta pelo aborto é porque ela não tem condições de ter um filho naquele momento de sua vida, seja por um problema emocional, seja por um problema profissional. Respeite o momento de quem tem que tomar uma decisão tão difícil na vida. Por favor, não jogue mais culpa e dor em quem já está sobrecarregada por uma decisão que vai agredir seu corpo e seu coração. Não seja você a piorar ainda mais a dor dessa mulher.

2.
Nos países em que o aborto é legalizado, ele é permitido até que o sistema nervoso central não esteja formado, ou seja, abortam-se embriões. No Brasil, diante de uma lei mal feita e cruel, se aborta tudo. Abortam-se fetos! Abortam-se crianças que seriam viáveis. Enquanto não tiver lei legalizando o aborto, você vai ver ser julgada a mulher que abortou um embrião, ou seja, uma multiplicação de células, da mesma maneira que a mulher que abortou um feto de seis meses de gestação, que o aborteiro teve que destroncar o pescoço para que aquele ser parasse de respirar.

3.
No Brasil não existe a condenação da mulher que abortou há trocentos anos. Aborto é crime de júri, e basta ver a situação da mulher que tomou a decisão de abortar para não considerá-la uma criminosa. Aos olhos da lei, ela pode ser uma criminosa, mas aos olhos dos seres humanos que vão julgá-la, jamais será. Consegue-se punir o aborteiro, que faz isto por dinheiro, sem sentimento algum. Por que fazemos mulheres destroçadas enfrentarem a humilhação de um júri que as absolverá?

4.
O aborto legalizado é realizado na fase embrionária, e quando feito por um médico, com as condições de higiene necessárias, é fácil, rápido e indolor. Não causa dano físico a mulher.  Os médicos afirmam que é mais fácil do que tirar unha encravada.
Um aborto feito por não profissional, pode matar uma mulher, pode inutilizá-la pelo resto da vida! Ela pode ser condenada a nunca mais ser mãe!

5.
Os maiores interessados a em que a lei fique como está são os aborteiros da Máfia do Aborto. Um procedimento que deveria ser realizado gratuitamente pela Saúde Pública, é cobrado a peso de ouro pelos aborteiros. Se o aborto for legalizado, muita gente vai perder uma fonte de renda muito lucrativa!
Esses abortos feitos em mesas sujas, em lugares execráveis, por pessoas que sequer usam luvas, sem anestesia, valem milhões no mercado do aborto clandestino e quem alimenta este mercado é o preconceito fundado na religiosidade de pessoas que não param para pensar no mal que causam. Será que d’us quer mesmo que você julgue a sua semelhante que teve que fazer um aborto?  Será que o seu d’us quer mesmo ver uma mulher morrer ou ficar aleijada pelo resto da vida por causa do seu julgamento?
Se você acha que o seu d’us quer que seja assim, então não aborte, mas não obrigue as pessoas a aceitarem os ditames do d’us carrasco que você resolveu deixar habitar a sua alma!


Por respeito à vida, sou favorável a legalização do aborto.


Beijinho da blogueira

Comente com sua conta Blogger
Comente com sua conta Facebook
Comente com sua conta Google+

69 comentários:

  1. Pois é Betty..a mulher tem que ter o direito de fazer o que quer com seu corpo!
    Sem culpas,sem discriminação! Melhor legalizar que fazer na clandestinidade e a mulher sofrer
    as consequências. Cada um sabe de si,como você citou,nenhuma mulher irá abortar feliz!
    Ser mãe é a melhor benção que Deus nos permitiu,mas entendo que a mulher que n tiver apoio,condições psicológicas e financeiras,será complicado,beijinhos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como a carga de ter um filho é maior para nós mulheres, creio que temos o direito de saber se podemos ou não arcar com uma gravidez naquele momento.

      Excluir
  2. Betty, uma amiga muito próxima que marcou no facebook, na brincadeira da "barriga" contra o aborto e eu fiquei bem quietinha no meu canto. Não é do meu feitio ficar quieta, eu sempre tenho uma opinião formada sobre tudo (já dizia a música, rs), mas ás vezes, expor a sua opinião, significa arrumar confusão, se esta for contrária a opinião da outra pessoa. Preferi me calar! Mas aqui, posso dizer que o seu texto está perfeito e eu concordo com cada palavra. Sou contra qualquer radicalismo, seja ele qual for e sobre a questão do aborto, sou a favor da escolha de cada mulher, afinal, quem sou eu para julgar as escolhas do outro? Bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Elza,
      quando escrevi este texto, minha filha levantou o fato de que vão me atacar, mas paciência, prefiro levar pedradas do que ficar calada diante de uma situação que é grave e dolorosa para a mulher e que tem gente que não pára para pensar.

      Excluir
  3. Tantas mulheres morrem abortando pq é clandestino e feito sem nenhum tipo de cuidado.
    Acredito que ninguém fique feliz e é uma lembrança para vida toda.

    bjokas =)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como está, não dá para ficar. Olhar o aborto sob prisma religioso é hipocrisia.

      Excluir
  4. Oi Betty,
    eu sinto muito que no Brasil, seja legalizado ou não, nada vai funcionar como deveria. O que eu quero dizer é que mesmo que o aborto seja legalizado aqui (assim como a maconha, que é outra questão polêmica) sempre haverá uma forma de corromper a lei e não vai funcionar como deveria funcionar.
    De qualquer forma, por princípio, não consigo apoiar a legalização do aborto. Claro, óbvio, que respeito a sua opinião, seus argumentos e principalmente, seu direito de expor o que pensa.

    Beijos,

    Luciana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Lu,
      Primeiro precisamos legalizar, para depois ver se a lei vai funcionar o não no Brasil.
      Alíás, sou favorável a legalização das drogas também. Mas este é outro caso...

      Excluir
  5. Parabens Betty em pouco espaço vc disse tudo!
    Eu sou contra o aborto, eu não faria um aborto,mas sou dona só de mim de mais ninguem. Então não tenho direito de apontar o dedo.
    Estamos nesse pé porque quem vai parar nesses açougues somos nos mulheres pois se homem parisse as leis ja teriam mudado a muito tempo.
    As nossas leis foram feitas por homens que precisam de poder e quer poder mais facil do que controlar a vida de uma mulher.
    Eu sou contra o aborto sim mas a favor da legalização.
    Um beijo da Eliane.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Elaine,
      Eu não teria coragem de incriminar uma mulher que precisou abortar! Não se aborta porque QUER, mas sim porque PRECISA.

      Excluir
  6. Betty, primeiro queria lhe parabenizar por "dar a cara a tapa" e falar de um assunto tão polêmico quanto este. Segundo, queria dizer que concordo perfeitamente com seu texto. Ontem ainda conversava com meu marido sobre este assunto, e como você disse infelizmente a responsabilidade social de criar e educar esta criança é da mãe. Quantos homens "abortam" diariamente uma criança quando não dão a mínima para a responsabilidade do filho que ele mesmo fez largando mulheres grávidas por aí, afinal na nossa sociedade qualquer gravidez indesejada é culpa da mulher. Concordo o corpo é nosso, nós que decidimos o que devemos fazer. Assim como você eu também acho que não teria coragem de abortar, mas nunca estive em uma situação de gravidez indesejada para saber, e cada um tem sua vida e sabe o que faz. Tbm sou a favor da legalização.

    Bjos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Tássia,
      Eu fui mãe solteira, mas fui por escolha minha. Minha família me deu a opção de abortar ou não e eu escolhi prosseguir com a gravidez, mas eu tinha condições financeiras de dar continuidade a essa gravidez. Por ter tido que decidir e ter decidido não abortar, acho que posso falar sem medo sobre a legalização do aborto, sem nenhum preconceito.

      Excluir
  7. Ei Betty
    É um tema difícil, muito polêmico, tem o lado religioso, e pra ser sincera com você prefiro não dar minha opinião, até por que tenho sérias dúvidas se sou a favor ou contra.
    Desculpe-me, Betty
    Beijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu já fui contra, até assistir um juri sobre aborto, quando era estudante de Direito.

      Excluir
  8. Parabéns Betty por colocar em debate um assunto que precisa ser discutido o quanto antes. Recortei essa resposta sua exatamente porque nela encontra-se a chave da questão "Como está, não dá para ficar. Olhar o aborto sob prisma religioso é hipocrisia.".

    Do jeito que essa situação hoje, é ridícula, arriscada e mortal; e religião não teria que ter uma decisão tão soberana sobre.

    Aborto sempre teve e sempre terá, ponto pacífico. Do Egito, Roma antigos até nesse momento, em uma salinha suja de um fundo de quintal do Oiapoque ao Chuí. Concordo contigo Betty, querem tapar sol com peneira fantasiando algo que esta aí e precisa ser aprovado urgentemente.

    Enquanto países com maior esclarecimento, leitura e enfoque na população estão dando um baile no Brasil (Uruguay, dentre esses), a gente fica aqui tendo notícias de mulheres mortas, ceifadas de suas famílias porque não queriam ter o filho e foram parar em situações cruéis.

    Desconheço que as sociedades dos países que é permitido o aborto sejam mais falhas que a nossa; sejam mais corrompidas que a nossa; sejam menos esclarecidas que a nossa ou que essas mulheres dos países que concedem direito ao aborto sejam levianas, "putas" que vivem a tirar fetos indesejados.
    Tenho certeza que essas mulheres devem entrar nas salas de cirurgia tristes, aborrecidas com o fato, apavoradas com o risco que a cirurgia detém e se perguntando onde erraram naquela transa!

    E pior ainda, filho não fazemos sozinhas, mas os encargos (até os de uma cirurgia de aborto) caem somente em ombros femininos.
    Atrelada a Lei da Legalização do Aborto deveria estar a da gestar um filho e entregá-lo a uma família que deseja adotar (nos USA isso é muito difundido, inclusive).

    Como sugestão a quem não viu o filme, segue link interessantíssimo sobre o tema: http://www.imdb.com/title/tt0467406/

    beijos mais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Paula,
      Eu assisti Juno e gostei muito!
      Adorei suas colocações.
      ainda há pouco estava comentando com o meu marido o medo que as pessoas têm do assunto, pois quando postei um pão na chapa queimado no FB, teve mais de 1500 visualizações. Dezenas de comentários. Mas quanto ao aborto, as pessoas se encolhem, têm medo de dizer o pensam, sejam a favor ou contra a legalização.

      Excluir
    2. Pois é queridona, depois muitas de nós ficam admiradas como as mulheres desses países que tratam nós mulheres com um pouco mais de olhar social, cobram mais melhorias sociais em países desfavorecidos ou com sistemas ditatoriais. Bjks mais.

      Excluir
  9. Oi Betty!
    Costumo dizer a mesma coisa que você, item por item.

    Não faria um aborto, mas compreendo a situação das mulheres que precisam fazê-lo. Acredito que legalizado haveria um maior controle sobre esse problema, e seria mais digno que as mulheres pudessem optar pelo que devem ou não fazer com seu próprio corpo.

    Acredito que não seria só legalizer e pronto, pois uma Lei não é feita só de um parágrafo único. Mas nela poderia ser incluído os motivos pelos quais seria permitido o aborto, e até um estudo psicossocial da genitora para ver a real necessidade de se fazer um aborto.

    Acho um absurdo como uma equipe de hospital/maternidade maltrata essas mulheres apenas por saberem que houve um aborto, muitas vezes espontâneo. Mas se acham no direito de julgar, recriminar e maltratar a ponto de traumatizar as mulheres dentro dessas unidades de saúde

    Enfim, também sou a favor da legalização por um controle, para um bem maior do que pelo simples fato de uma cegueira religiosa ou pura ignorância.

    :**
    ótimo tema!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Bárbara,
      Parece que tem gente que se sente santificada por recriminar quem passou por um aborto! As pessoas arrumam d'uses muito estranhos para habitarem a alma e se acham no direito de julgarem as demais baseadas nesses d'uses.
      Acho que qdo a legislação passar, inicialmente vai te rum controle psic-social, como teve a lei do divórcio, mas com o tempo este controle vai se diluir, pois vão enxergar que ninguém optar por um aborto porque quer, da mesma maneira que ninguém opta por um divórcio porque quer. Quem tomo uma decisão desta é porque precisa.

      Excluir
  10. Seu argumento número 2 é muito forte, Betty. Por compaixão, fica difícil discordar. Beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Carla,
      como está, estamos numa terra sem lei. Está na hora de legalizarmos o aborto, para podermos falar em crime. Como está descriminalizou geral.

      Excluir
  11. Acredito que todos devem ser responsáveis por seus atos, tudo uma questão de opção, beijo Lisette.

    ResponderExcluir
  12. Oi Betty,
    Achei interessante você chamar esse tema.
    Mas acho que tem uma coisa que precisa ficar bem clara, legalizar é diferente de descriminalizar.
    Concordo com a descriminalização do aborto, obrigar as mulheres que fazem essa opção a procurar clínicas clandestinas, correndo riscos de vida e ainda mais podendo ser consideradas criminosas perante a lei é realmente incoerente.
    Mas daí a legalizar é uma distância grande, é algo bem diferente, e num país como o nosso pode causar inúmeros problemas.
    Acho que o primeiro passo seria descriminalizar, e depois investir muito em educação para que pudéssemos entrar na discussão da legalização.
    Bjs
    P.S. Estou sorteando um livro da Martha Medeiros lá no blog, quem sabe você é sortuda de novo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Cris,
      Como está, eu acho que está descriminalizado, pois abortos criminosos estão equiparados a abortos que seriam legais. Aqui se aborta tudo e não se pune nada. Está na hora de legalizar, pois legalizar significa colocar lei em cima de um fato já existente, para que tenha limites.

      Excluir
    2. Então Betty, legalizar sempre pressupõe tornar permitido diante de determinados limites ou condições, e as que ficassem de fora? Por exemplo, o aborto por estupro ou anencefalia é permitido por lei. E existem hospitais credenciados para realizar esses procedimentos.
      Se o aborto for permitido sob qualquer condição, da forma como são as coisas em nosso país ele seria até utilizado como método anti-concepcional (não que isso já não aconteça), mas seria uma coisa completamente indiscriminada, precisamos evoluir muito em termos sociais para isso...
      Mas estou achando muito interessante essa discussão que o seu post provocou.
      Embora eu pessoalmente seja contra o aborto, não me coloco no lugar de julgar, defendo a descriminalização no sentido de uma solução para um problema social, pois acredito que isso afeta toda a sociedade, embora as pessoas finjam que não exista.
      Bjs

      Excluir
    3. Oi Cris,
      Mas é este tipo de discussão que quero provocar. Não dá para fingir que não está acontecendo no Brasil. O fato está aí, acontece.
      Eu era contra a legalização do aborto até assistir a um juri de uma coitada que tinha abortado. Ela tinha uma criança no colo, nascida após o aborto e a criança estava tão judiada, tão desnutrida, que todo mundo se perguntava se aquela criança não teria melhor sorte se tivesse sido abortada! Não sei o que dava mais pena, e a criança nascida ou a mãe!
      Será que usariam como método anticoncepcional? Acho aborto algo muito traumático para ser banalizado, mesmo legalizado.

      Excluir
    4. Oi Betty, posso imaginar o sofrimento dessa mulher e criança e o seu em presenciar uma situação como essa.

      Quanto a usar como método anti-concepcional, sim, isso acontece, eu trabalhei muitos anos em hospitais e vi coisas que as pessoas nem imaginam. As mulheres chegavam com complicações sérias após terem abortado em clínicas clandestinas ou até mesmo feito sozinhas em casa, e várias delas nunca usavam preservativos nem pílulas (que são distribuídos de graça nos postos de saúde aqui em São Paulo), havia mulheres que já haviam feito muitos abortos, a maioria já tinha feito vários, teve uma que fez 18 ...dá para imaginar? Isso para mim é absurdo!

      Elas sempre chegavam dizendo que foi espontâneo, lógico que na hora do exame os médicos percebiam que era provocado, mas as tratavam bem e nunca vi nenhum médico ou enfermeira denunciar uma mulher por isso.
      Esse tema daria discussões infindáveis, mas valeu você ter provocado e ver as mais diversas opiniões nos comentários.
      Bjs

      Excluir
    5. Oi Cris,
      Aqui do meu lado eu imagino esta mulher com 18 filhos não amados e desejados. Imagine o problema social que isto causaria.
      Os médicos não denunciam mesmo, pois se denunciarem, os delegados engavetam o B.O.. Se o delegado dá sequência e transforma em inquérito, o Promotor engaveta o inquérito. Se for para juri, é caso perdido. Faz ais de 30 anos que mulher nenhuma é condenada por aborto no Brasil. Está na hora de rever a lei, pois para que serve uma lei que não é aplicada? Até agora só tem sido útil para a Máfia do Aborto.

      Excluir
  13. Oi Betty!
    Esse tema é forte e cruel.
    Eu não sou a favor de tirar a vida de ninguém, mas já que tem muitas clínicas clandestinas
    por aí, então o certo é legalizar, aí fica na consciência de cada mulher.
    Sou cristã católica e a igreja não aceita o aborto de jeito nenhum, eu não acho certo uma mulher
    que foi estrupada ter um filho do criminoso.

    Bjs ♥

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu acho que um filho tem que ser querido para ser amado. como querer um filho de um estupro? É exigir demais de uma mulher.

      Excluir
  14. Texto impecável querida Betty! Beijos

    ResponderExcluir
  15. Primeiramente quero te dar um \o/ pela coragem de abordar um assunto tão complexo e delicado...as discussões sobre um assunto como esse geralmente geram muitas polêmicas.
    Segundo, quero te parabenizar pelo texto que escrevestes.
    Não sou a favor do aborto, acho que não faria...mas sou a favor da legalização. Como disse, é um assunto muito complexo, são necessidades e situações diferentes para cada mulher.
    Boa noite amiga, bjus!
    Betty, no carnaval tinha pensado em descansar,mas acabei indo pra folia rsrsrs...foi muito bom!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Yves,
      Sorte sua que foi para a folia! quem me dera!
      Eu nunca fiz um aborto e não faria, mas não recrimino que teve que enfrentar uma decisão desta.

      Excluir
  16. Oi Betty... eu tive três filhos, todos esperados e amados... mas, e quem sofreu abuso sexual (na maioria das vezes de familiares)??? e quem foi estuprada??? e quem não tem condições nenhuma de levar uma gravidez adiante??? acredito que temos que nos colocar na pele de outra pessoa para podermos realmente entender esta polêmica toda... beijosss!!!

    ResponderExcluir
  17. Olá Betty,
    Sou favorável a legalização do aborto. Nunca fiz, mas existem casos como estupro, má formação congênita que sou favorável. Cada mulher é dona do próprio corpo e acredito que ninguém deve julgar o que cada uma passa.
    big beijos

    ResponderExcluir
  18. Sou contra. Acho que a lei deve permanecer como está, dando este direito em casos bem específicos. Nos comentários vc fala do filho de um estupro: esse é um dos casos em que é permitido abortar. Ninguém impõe esse tipo de sofrimento à mulher.

    O aborto não pode ser banalizado assim. Se legalizado, acredito que algumas mulheres continuariam a nunca praticá-lo. Outras apareceriam nas clínicas repetidas vezes. É uma questão de convicção pessoal.

    Melhor é ensinar responsabilidade. Sexo protegido. Se der tudo errado, ainda tem a pílula do dia seguinte.

    Mas abortar uma criança saudável, vinda de uma relação sexual consentida, porque a mulher simplesmente não a quer? Ora, onde fica a responsabilidade? É a criança quem paga a conta?

    Conheço várias mulheres que engravidaram sem o devido planejamento. Para quem abortou, fica uma cicatriz emocional enorme. Aquelas que tiveram seus filhos não se arrependem da decisão. Nenhuma delas consegue imaginar a vida sem os filhos.

    Ninguém PRECISA abortar (salvo os casos previstos em lei, de estupro, risco de vida, inviabilidade do feto). Para gestações saudáveis de relações consentidas, abortar é, SIM, uma escolha. Dizer que é necessidade é uma tentativa de minimizar a responsabilidade da mãe. Coragem é assumir as consequências dos nossos atos. Isso é o que eu admiro.

    "Por respeito à vida, sou favorável a legalização do aborto". Como pode ser isso? A frase não faz nem sentido, é um contrassenso. Ou uma coisa, ou outra. Não dá para vc ser a favor dos dois.

    A tempo: não sou uma pessoa que julga quem pratica o aborto. Mas acho não devemos esquecer que a vítima dessa decisão é a criança. A mãe simplesmente escolhe que não quer mudar de vida. Isso não é ser vítima.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Débora,
      Respeito o seu posicionamento, mas você notou que você falou apenas na mãe desta suposta criança, e o pai, ele não precisa ser responsável? Só a mulher tem que arcar com esta responsabilidade? Cadê o planejamento paterno? Cadê a coragem de assumir as consequências pelo pai?
      Suas palavras penalizam a mãe e criam um filho pena. Você engravidou e tem que pagar por isto pelo resto da vida carregando um ser que o pai ignora!
      Sim, John Lennon estava certo, para você a mulher é o negro do mundo!

      Excluir
    2. Betty,

      Um erro não justifica o outro. Não é porque uma pessoa erra que isso me dá o direito de errar também. A primeira questão é: por que não se preveniram?

      É claro que o peso maior recai sobre a mãe, até em gestações planejadas, por uma questão biológica. Existe a possibilidade de conversar com o pai. Conseguir a cooperação dele amigavelmente ou judicialmente. Ruim? Sim, não é a situação ideal. Mas é justo e muito menos traumático que um aborto.

      Aliás, você ignora vários casos em que a mãe quer o aborto e o pai não. Como fica isso? Ela carrega o bebê e por isso pode decidir pelo futuro dos três?

      Meu primo é um exemplo de pai que nunca admitiria um aborto, embora não quisesse um relacionamento com a mãe (uma situação bem complicada, mesmo). Hoje o filho tele tem 2 anos e ele ama aquele menino de um jeito inacreditável. Com certeza ele preferiria uma família unida, tradicional. Mas foi assim que aconteceu com ele e hoje ele é um pai maravilhoso.

      Mesmo com a legalização, o aborto é um trauma físico e emocional. Não é fácil. A mulher que aborta não volta para casa normal e bem-resolvida. Se não tiver consequências físicas, ela vai ter ao menos um conflito de consciência difícil de superar, que pode levar a outros problemas (são comuns a depressão e a tendência ao suicídio, por exemplo).

      Também não há consenso sobre em que estágio o embrião se torna um feto. Para mim, a vida da criança não vale menos que a vida da mãe. E, para parar por aqui, as campanhas pro aborto costumam exagerar os números de morte materna para comover a opinião pública (e isso acontece em outras estatísticas também).

      Pelo meu ponto de vista, um feto não é uma "coisa" que se destrói e se joga fora. A discussão deve ser muito mais profunda, menos utilitarista.

      Olha, você tem sua opinião, eu tenho a minha. Mas vc escreve sobre um assunto super polêmico e não espera por opiniões diversas? Ninguém é dono da verdade, a gente sempre pode aprender alguma coisa ouvindo o outro lado. Eu adoro trocar idéias, argumentos. Mas dizer que pra mim "mulher é o negro do mundo"? Este é o seu argumento? Ofensivo e preconceituoso. E saiba que vc pode ser responsabilizada pelo que diz, mesmo na internet.

      Defenda seu ponto de vista COM INTELIGÊNCIA. Respeite o dos outros.

      Excluir
    3. Eu só lembrei a você que um filho não é gerado apenas pela mulher e jogar a carga toda nela é transformá-la no negro do mundo, pois a culpa seria toda dela, como vc colocou no primeiro texto.
      eu não estou falando em descartar um feto, mas sim interromper uma gravidez na fase embrionária, aquele mesmo embrião que é usado para produzir células-trocno, o mesmo que é descartado na inseminação artificial.
      acho um aborto pesadíssimo para uma mulher e ninguém sai feli por ter abortado, mas é pior ainda quando a criminalizam por isto.
      eu coloquei todos os pontos com muito critério, como sempre faço em todos os posts, seja sobre moda, comportamento, decoração. Jamais iria fazer algo sem pensar. Desculpe se fui BURRA!

      Excluir
    4. Só uma coisinha, acho que vale muito a sua opinião contrária aqui. Preciso e quero opiniões divergentes, pois, embora este post não vá ser um dos mais comentados do blog, ele vai ser um dos mais lidos, pois o google já o colocou na primeira página de pesquisa.

      Excluir
    5. Em nenhum momento eu sugeri que a culpa seria toda da mulher. Falei de sexo protegido, de responsabilidade. Isso afeta os dois sexos.

      Como experiência, citei algumas mulheres da minha convivência que tiveram que fazer essa escolha e como é a vida delas hoje.

      O que acontece é que toda essa discussão sobre o aborto contempla apenas a decisão da mulher. Ninguém aqui, em todos esses comentários que vc recebeu, pensou na possibilidade de um pai que quisesse a criança. Não é verdade?

      Usando o seu argumento sobre a idade do embrião: para inseminação artificial, os embriões têm que ter de 2 a 5 dias. Para uso de células tronco não pode ter mais que 5 dias. Sabe por quê? Porque a partir deste estágio ele possui uma estrutura mais complexa, com desenvolvimento de coração e sistema nervoso central.

      Vc vai defender o aborto de embrião de até 5 dias? A maioria das mulheres nem sabe que engravidou nesse período. A lei, se aprovada, cobriria abortos até a 12º semana de gestação. É muito diferente. É uma criança com bracinhos, dedinhos, até unhas! Tecidos e órgãos formados, amadurecendo! Eles já têm até reflexos! Vc já viu as imagens de um aborto? É retirado um corpinho de dentro da mãe. É um ser humano.

      Betty, vc pode ter a opinião que quiser. Mas antes da opinião tem que vir a informação. Você fala de uma fase que dura 5 dias. A lei aprovaria um aborto de gestação de 12 semanas. Vê a diferença? Como são incompatíveis?

      Informe-se. Tenha a opinião que for, mas bem embasada. Se acha que meu raciocínio apresenta falhas, me mostre quais são. Mas com elegância, conhecimento, argumentação. Sou fã dessas conquistas da civilização.

      Excluir
    6. Débora,
      Sou pela vida, sou vegetariana e não gosto da morte nem de animais. Se falo em aborto de embriões é pq eles não estão com o sistema nervoso formado, é projeto de vida, não vida ainda.
      Já me perguntaram se eu comeria carne. Talvez, desde que criassem animais transgênicos sem o sistema nervoso central. Seria apenas um amontoado de proteínas, pouco importando a forma que tivessem o o tamanho. Me apavora saber que matamos com dor e cruelmente para comer.
      Por aí você pode ter uma ideia de meu absoluto respeito à vida, seja a vida de um animal ou de um ser humano. Embriões são projetos de vida e não vidas ainda, embora sejam núcleos proteicos. As fotos que mostram são de fetos, e sempre escolhem as piores possíveis. Procure por fotos de embrião e você não encontrará, pois são ínfimos. Algumas mulheres abortam espontaneamente e nem sabem que abortaram se estiverem com 10 semanas de gestação. Muitas vezes é necessário um médico para comprovar.
      Eu sofri um aborto espontâneo de 10 semana, e como queria ter mais filhos, sendo RH negativo, corri no médico para me vacinar. Tudo o que se via no banheiro era uma menstruação mais intensa do que o normal. Ninguém fotografa isto porque isto não comove.

      Excluir
    7. Esqueci de dizer. A maioria dos países desenvolvidos aceita o aborto até a 12ª semana por não existir sistema nervoso central formado, mas a Inglaterra aceita somente até a 10ª semana, pois surgiu uma dúvida se o sistema nervoso central estava se formando ou não antes desta data, então na dúvida, diminuíram o prazo. Mas existem estudos sérios a este respeito. Não é no chutometro.

      Excluir
    8. Ok, mas o que vc diz defender é diferente do que seria a prática.

      Se você acha que os movimentos contra o aborto usam as piores fotos, podemos concluir que os movimentos pró aborto suavizam muito a realidade.

      Cada um vê o que quer. Eu tenho minha convicção. Como disse, sou favorável à manutenção da lei como está, com aborto permitido em casos de estupro, risco de vida para a mãe ou feto inviável. E acho que em todas elas as providências deveriam ser ágeis.

      Liberar totalmente incentiva a irresponsabilidade. Deixa as pessoas frias, transformam uma criança em um simples objeto que pode ser descartado de acordo com a conveniência.

      Sinto muito que vc tenha sofrido um aborto, deve ter sido uma experiência terrível. Mas o fato do bebê ainda ser muito pequeno aos nossos olhos não é sinônimo de inexistência de vida. Não há consenso na ciência sobre isso.

      O que sabemos é que desde o primeiro dia já se trata de um organismo vivo. Mas quando pode ser considerado um indivíduo? Como fixar uma data "mágica" onde ocorre essa mudança? No meu caso, desde que recebi o resultado positivo do meu teste de gravidez. Era meu filho, não um feto, nem um embrião. Eu virei mãe nesse dia, muito antes do parto. Mas isso, acredito, depende de cada um.

      Acredito que mãe e bebê (ou feto, ou embrião, chame como quiser) são indivíduos distintos e, portanto, a decisão por interromper uma gravidez é muito maior que apenas "decidir pelo próprio corpo", como as mais exaltadas gostam de falar. A mulher decide o destino de outro. De outro corpo embora, por um tempo, ainda seja dependente do dela.

      Aconteça o que acontecer, se for legalizado ou não, isso não mudaria meus valores nem minhas atitudes. Ser legal ou moral são duas coisas diferentes, com pesos diferentes pra mim. Eu não suportaria a dor de fazer isso, passaria a vida imaginando como o bebê seria, quantos anos estaria fazendo.

      Ideal mesmo seria que ninguém precisasse fazer essa escolha. E é por isso que eu insisto: responsabilidade, responsabilidade, responsabilidade. As pessoas lutam muito por direitos, mas se esquecem dos seus deveres. Todo ato tem consequências. Simples assim.

      Excluir
  19. Também sou totalmente favorável. cada mulher tem o direito de escolher se quer prosseguir com uma gestação ou não. Afinal isso acontece dentro do corpo da mulher, não é verdade? Adorei seu texto! Parabéns!!

    ResponderExcluir
  20. Sou absolutamente favorável ao direito de escolha...

    ResponderExcluir
  21. Oi Betty

    Eu também sou a favor da legalização do aborto. Como você mesma disse nenhuma mulher fica feliz em fazê-lo mas é necessário que esse direito de escolha seja permitido por lei.
    Parabéns pelo ótimo texto!

    Super bjos
    http://www.i-likemovies.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ninguém quer passar por um aborto, não é uma escolha, é uma necessidade.

      Excluir
  22. Olá Betty,

    estou contigo e não abro! Exatamente pelo que tão claramente escreveu, parabéns flor! Coitadas dessas mulheres...
    Beijão,
    Lu

    ResponderExcluir
  23. Oi Betty! Sabe, meu pai é escritor de direito penal e fez um livro no qual não tive vontade de ler "Eugenesia - o Aborto do bom senso"... enfim, sou vida e clamo a preservação dela, sei que existem situações relevantes pra isso, como foi o caso de uma amiga que teve um bebe anencéfalo... e eu o via mexer na barriga dela e chorava sabendo o quanto ela estava brigando pra abortar até que conseguiu com um juiz, e ela relatando no hospital quantos remedios tomou e que a criança não parava de mexer em seu ventre me deixou chocada, e infelizmente, perdi o contato, não procurei mais, mesmo sabendo que era a madrinha da minha filha...
    Esse assunto é triste, mas acho que falou tudo.
    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu não consigo nem saber a dimensão da dor de uma mãe que tem que abortar um bebê nestas condições! Mas acho que no caso dela não existia outro caminho.
      Não sabia que sei pai tem um livro sobre o assunto, mas sabia que era escritor.

      Excluir
  24. Oi Betty, Não gosto muito de opinar em assuntos polêmicos, pois cada um tem a sua forma de ver e sentir... mas, você colocou de forma simples e objetiva,que não dá pra ficar de fora. Também sou favorável ao direito de escolha. Optamos pela vida, mas ... muito mais digno do que descartar recém-nascidos em lixeiras, caçambas etc...

    ResponderExcluir
  25. A favor do aborto são somente as vadias irresponsáveis que não obrigam seus parceiros a usar preservativo ou que não tomam anticoncepcionais. Ahhh mas não tem como comprar, desculpa esfarrapada, o governo dá de graça. Ahhh, mas tem as que foram estupradas, pra isso existe a pílula do dia seguinte (que não é aborto). Para não me chamarem de radical eu sou a favor do aborto em apenas estas situações: em caso de crianças sem cérebro, ou com má formação ou que implique em risco severo de morte para a mãe e a criança. Em qualquer outra situação para mim é assassinato de um ser indefeso e inocente. Finalizando, não sou fanático religioso, nem tenho religião definida. Sou contra porque pra mim é assassinato de um ser indefeso e inocente. Agora vadias irresponsáveis, podem me odiar por ouvirem a verdade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não te odeio... tenho pena de você. Espero que você nunca tenha uma filha.

      Excluir
    2. Vc paga ai de boa pinta, boazinha, toda articulada, bonitinha mas por dentro não passa de um monstro ao pensar assim. Algum dia a ficha vai cair pra vc e não conseguirá por a cabeça no travesseiro tranquila por muito tempo .....

      Excluir
    3. Que pena Anônimo vc pensar assim, ainda por cima pq anônimos nunca são nada, não tem voz, cara nem nada. Pq vc tem tanto medo de dizer quem vc é? Pq se esconde no anonimato. Mostre sua cara, como eu mostro a minha!

      Excluir
    4. O problema é que esse seu argumento deixa de fora um pequeno detalhe: métodos contraceptivos não são infalíveis.
      A conhecida pesquisa da UNB coordenada pela Débora Diniz mostrou que são muitas as mulheres que engravidam, inclusive, durante a transição de um método a outro e a maior parte delas é casada ou está num relacionamento estável e já têm filhos.
      Portanto, as " vadias irresponsáveis" que você cita são, na maioria, mães de família.

      Excluir
    5. Mas e se a pílula do dia seguinte falhar?
      Acredite, pode acontecer!

      Excluir
  26. Betty querida, sempre gosto de vir aqui ver seus posts, sobre assuntos variados. Mas confesso que pra mim é muito dificil, aceitar que o aborto seja algo legalizado. É a mulher matando um vida, um embrião, uma célula, seja lá como a chamem. Eu sempre vou pensar que ter um filho é uma escolha (falando de mulheres que mantém um relacionamento comum) tudo bem que às vezes ocorre um estupro, um abuso de pai com filha, de padrasto com enteada, enfim, mas sabe, que culpa aquela criança tem? é mais fácil acabar com a vida de um ser inocente do que ter a coragem de denunciar o ato?
    Cada um tem a sua opinião e eu super respeito a sua, mas gostaria que as pessoas pensassem um pouco no bebê, que nunca pediu para nascer ou que teve a sorte de uma desgraça estar numa barriga de uma boa pessoa. beijos querida

    ResponderExcluir
  27. É triste constatar que as mulheres (e MUITOS homens) não querem assumir a consequência da própria irresponsabilidade! Aborto é crime, sempre será crime e não é uma ideologia esquerdista irresponsável que mudará isso. Nascer ou não nascer não é uma decisão da mulher! Nem do casal! A estupidez humana leva a esse tipo de reflexão que considera aceitável abortar um ser indefeso. Uma mulher se torna mãe assim que o espermatozoide penetra o óvulo! Eu acredito nisso! Muitas são mães e sequer sabem disso. Vamos defender o aborto? Ok, estamos por tabela defendendo o suicídio! Muitos. Eu conheço muitas mulheres que abortaram e estão com depressão profunda, arrependidas pelo ato. São ricas, feministas e infelizes. Uma incurável dor que supera as dificuldades de criar um filho. "Escolher" pela morte de um "projeto de vida" significa entrar num túnel de infelicidade, na maioria das vezes. Se as mulheres soubessem a lama emocional existente após um aborto, a ferida mortal que aparece por conta dessa "escolha", jamais abortariam! O pessoal quer sexo, quer oba-oba mas não quer aceitar que é mãe e pai mesmo sem saber. Fácil é ver a vida com esse ângulo sexual livre. Difícil é enfrentar as consequências dessa visão irresponsável.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só para constar, não sou de esquerda e os EUA, onde o aborto é legalizado há muitos anos, não é um país de esquerda.

      Excluir
    2. Não há como não assumir as "consequências da própria irresponsabilidade", bem como do exercício da sexualidade, que sempre guarda um risco de gravidez.
      Na continuação da gestação, é o corpo da mulher que irá ser submetido à experiência.
      Na interrupção, também é o corpo da mulher que será submetido à experiência.
      Se você mesmo diz que o aborto causa uma dor incurável, então você está, por tabela, afirmando que submerter-se a um procedimento tão agressivo é não se responsabilizar pela própria sexualidade. Mas nesse caso, se ela chega ao ponto de se submeter a esse "calvário", como você define o aborto, como pode ela não estar se responsabilizando? Não está ela mesma resolvendo um problema que ela mesma criou?
      Qual é o seu conceito de responsabilização?

      Excluir
    3. Abortantes existem de todos os perfis, não só das que entram em depressão, como daquelas que ficam mal e logo se recuperam, e também das que não sofrem nenhum abalo psicológico e continuam a viver normalmente e em paz com sua decisão!
      Eu conheço muitas!
      Bem, acredito que você seja mãe e já tenha feito um aborto para ter tanta certeza da "lama emocional" inevitável que você cita.
      Ou deve conhecer alguém que tenha feito e caído em tal estado.
      Agora, se você só conhece pessoas deste perfil, de duas uma: ou sua amostragem é extremamente limitada ou estão mentindo pra você!
      Por último, se você tem um amostragem tão limitada e além disso, não é mãe e/ou nunca fez um aborto, aí é pura falta irresponsabilidade afirmar algo pelo que nunca passou!

      Excluir
    4. Baseado em que você afirma que abortar causa uma "dor incurável que supera as dificuldades de criar um filho" ?
      Na sua própria experiência?
      E mesmo assim, de onde você extrai a certeza de que é o mesmo para todas as outras mulheres que abortam?

      Excluir
    5. Por fim, devo dizer que escolhi postar como anônima porque eu passei por esta experiência.
      E obviamente não estou disposta a me expor desnecessariamente a ser agredida por pessoas como você.
      Eu já tinha dois filhos quando decidi fazer um aborto porque não queria ser mãe de novo naquele momento.
      Sempre trabalhei, amo meus filhos e gosto tanto de ser mãe que pretendo ter pelo menos mais um filho, e o fato de ter feito um aborto não afetou em nada esses planos, não entrei em depressão, nem fui pra "lama emocional" de que você fala.
      Pelo contrário, não senti qualquer culpa nem arrependimento porque estou em paz com a minha decisão!

      Excluir
    6. Por fim, devo dizer que escolhi postar como anônima porque eu passei por esta experiência.
      E obviamente não estou disposta a me expor desnecessariamente a ser agredida por pessoas como você.
      Eu já tinha dois filhos quando decidi fazer um aborto porque não queria ser mãe de novo naquele momento.
      Sempre trabalhei, amo meus filhos e gosto tanto de ser mãe que pretendo ter pelo menos mais um filho, e o fato de ter feito um aborto não afetou em nada esses planos, não entrei em depressão, nem fui pra "lama emocional" de que você fala.
      Pelo contrário, não senti qualquer culpa nem arrependimento porque estou em paz com a minha decisão!

      Excluir
  28. Tenho lido sobre esse assunto há alguns meses e ainda não tive coragem de abordá-lo no meu blog, mas admiro sua coragem por esse texto. Infelizmente muitas pessoas ainda veem esse tema carregadas de preconceitos e por isso a discussão acaba emperrando. Elas esquecem que métodos contraceptivos falham, que muitas mulheres agredidas não podem delatar seu agressor, que a Justiça é lenta e falha e nem sempre socorre mulheres que poderiam fazer um aborto legalizado, que a vida muda de um minuto pro outro, que um filho custa caro e dá trabalho e pode ser horrível submeter uma criança a um ambiente ruim, uma vida muito difícil, à falta de poder suprir necessidades básicas.
    Concordo com muito do que você disse. Mulher nenhuma opta por abortar e fica feliz por isso. É provavelmente uma dor que será carregada pelo resto da vida e puni-la duplamente por isso é muito cruel.
    Espero que um dia a sociedade supere a visão medieval da mulher má e ardilosa que mata no ventre o próprio filho por diversão.
    Acho que tudo se resolveria de forma mais amigável se as pessoas conseguissem se colocar no lugar das outras ao invés de sair apontando dedos.
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Anne,
      Sua última frase é perfeita e disse tudo!

      Excluir

Voltar ao topo
© Gosto disto!
Todos os direitos reservados.
Personalizado por: Elaine Gaspareto
imagem-logo