Quando as coisas ruins acontecem






Toda vez que algo de ruim acontece com a gente, os amigos, parentes e mesmo os religiosos e terapeutas, procuram nos consolar, dizendo que tudo vai melhorar e toda aquela ladainha que a gente se cansa de ouvir e também de falar. Mas, às vezes, as coisas ruins são tão ruins e tão sem solução que a gente se acostuma a conviver com elas e nem se dá conta de que elas estão ali presentes.

Por que estou falando tudo isto? Bem, você sabe que eu tive um câncer e que passei pelo tratamento e todas as sequelas do tratamento de câncer. Eu não me dei bem com o primeiro remédio contra o câncer e o meu oncologista trocou por outro que era um pouco “mais brando” (trocaram o tamoxifeno pelo anastrozol), só que este “um pouco mais brando” dava dores nas articulações. Fiquei sabendo de pessoas que ficaram de cama por causa do tal remédio brando, pois as pernas travaram. Quando eu reclamava, meu oncologista dava de ombros e me mandava para fisioterapia, personal trainer e outros bichos mais. Acho que conheço boa parte das clínicas de fisioterapia da minha cidade.

Chegou num ponto que aprendi a conviver com a dor. Minhas mãos desenvolveram dedos em gatilho. Se você não sabe o que é isto, não queria saber, pois o dedo trava como se fosse o gatilho de um revolver e para trazê-lo de volta é preciso puxar com força com a outra mão. Faz barulho de algo desengatilhando e dói muito! Eu não tinha um dedo em gatilho, tinha os dez dedos das mãos. Um ortopedista me olhou com desconfiança, pois dez dedos em gatilho era muito. Para poder dormir, sem acordar no meio da noite com um ou mais dedos engatilhados, eu enfaixava os dedos um por um com fita adesiva, pois daí não tinha perigo deles saírem do lugar durante a noite.  Mas não era só à noite que os dedos engatilhavam e muitas vezes eu estava aqui no computador e um dos meus dedos ganhava vida independente dos demais e engatilhava. Daí a fita adesiva começou a ser usada quando eu precisava digitar. Virei a rainha da fita adesiva.

O remédio não se limitou a atacar os meus dedos e eu tinha a sensação de que meus pulsos abriam, daí tive que comprar faixas elásticas e amarrar os meus pulsos para poder trabalhar e dirigir. Não contente, o remédio achou que era pouco e da faixa elástica tive que passar usar uma órtese com tala para o polegar direito.

Eu aprendi a viver com dor como alguém que tem nariz adunco convive com ele, ou seja, já não fazia diferença nenhuma. As dores estavam ali e eram minhas, como eram meus os meus olhos, minhas pernas, meu corpo.

Em novembro passado, depois de cinco anos de remédios e tratamentos, tive alta, mas minhas dores não tiveram alta e pouco se importaram com a tal alta médica.

Na semana passada passei por um exame para obter um laudo com o qual ganho direito a isenção de IPI e IPVA na compra de um carro novo. Vai ser o meu segundo carro com benefício devido ao câncer.  Enquanto estava esperando na ante-sala do médico, comecei a conversar com duas mulheres que tinham enfrentado o mesmo problema. Uma delas estava tomando o remédio brando já por três anos e a outra já tomava por oito anos, mas como tinha tido câncer nas duas mamas, terá que tomar por toda a vida. As duas começaram a reclamar das dores nas juntas e daí foi como se uma luz se acendesse: Cadê minhas dores? Há quanto tempo eu já não usava mais a órtese? Quanto tempo eu já não enfaixava os dedos com a fita adesiva?  As dores tinham passado e nem tinha me dado conta disso!

Por que estou contando tudo isto? Porque às vezes a gente está bem e nem se dá conta. É muito fácil reclamar, chorar, mas esquece totalmente das fases boas.

A gente aprende a viver com dor, aprende a viver sem dinheiro, aprende a viver longe das pessoas que amamos, mas quando o mal se estende por muito tempo vai calejando e a gente acaba aceitando como normal sentir dor, ficar sem dinheiro ou sentir saudade, mas não é!

Daí me vem aquela oração de São Francisco de Assis :
“Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado... “E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”

O meu tempo de resignação acabou e espero que eu e você nunca tenhamos que nos resignar. Quem nunca viveu algo muito ruim, não tem ideia do quanto é bom poder lutar para mudar a situação.


Beijinho da blogueira

Imagens via tumblr, desconheço a autoria.
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49 comentários:

  1. Betty, sei bem o que é isso, o meu problema não chegou nem perto do que você teve mas vou contar, tive um prolema "bobo" na bacia que geralmente as pessoas que tem operam e dentro de 30 a 60 dias estão boas, e eu tive que operar da mesma coisa 5 vezes e passei 2 anos e 6 meses em tratamento, e não me importava, aprendi a conviver com os curativos diários no hospital, as pessoas com pena tentando me consolar e quando passou eu nem me dei conta. Essa oração vazia parte da minha vida. Graças a Deus fiquei curada em 2010 e agradeço a Deus sempre por ter vivido isso e tirado boas lições também!
    Deus abençoe você!!
    beijão
    Sempre leio seus textos pois neles sempre tiro algo que levo pra vida.

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    1. É incrível quando as coisas passam e nem avisam. Poderiam passara assim, de uma hora para outra, para que a gente pudesse festejar. Mas quando o que é ruim passa de mansinho, a gente não nota. O bom é que passou!
      Bjs

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  2. Adoro seus textos...aahh Betty, gostei muito de conhecer mais uma parte de sua história, e realmente é preciso saber distinguir uma coisa da outra...você quase se perdeu nisso, mas observou a tempo que a dor tinha lhe deixado e você poderia sentir a felicidade de toda a luta, através dessa glória.

    Que Deus ajude a todos os que sofrem e, aos que não estão em tanto sofrimento, que possam ser gratos sempre por tudo isso.

    :**

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  3. Olá Betty, de certa forma passamos a aceitar o que a vida nos oferece para continuarmos nossa caminhada. Quando temos fé e coragem vamos firme nessa empreitada e não nos damos conta quando as coisas se amenizam porque estamos de prontidão para encarar as dificuldades. Sua história mostra o quanto você foi guerreira e não se deixou abater. Que Deus continue derramando bençãos sobre sua vida. Bjs

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  4. Pois é minha amiga,temos q aprender ser grata com a vida! Ano passado nesta data estava de repouso da cirurgia do braço com aquela tela me limitando de tudo Até para o banho precisava das enfermeiras,como sou grata a Deus por ter minha liberdade de movimentos de volta.Feliz dia,beijinhos

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    1. Vc, como eu, tem um dia de um segundo aniversário. eu considero que nasci de novo no dia que fiz a mastectomia.

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  5. Oi Betty bom dia querida
    Todos nós passamos por momentos ruins cabe a nós o que fazer com esse sofrimento,lutar e ter sempre fé pensamento positivo para podermos passar por essas fases que a vida nôs traz.

    Tenha um lindo dia

    http://framboesafashionista.blogspot.com.br/

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  6. Nossa Betty, seu post veio direto ao encontro do momento que estou vivendo, estou lutando com uma doença que também dá dores terríveis em todas as articulações do corpo (até nas suturas cranianas, um lugar que eu nunca imaginei que pudesse doer...) e estou com várias limitações físicas, fazendo fisioterapia diária há 6 anos. Às vezes a gente desanima, parece que nunca vai passar....mas lendo seu post me lembrei: tudo passa!
    Parabéns pela garra! Por continuar a manter seu blog com esse alto astral, mesmo passando por dificuldades.
    Bjs

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    1. Puxa, Cris! Não sabia que as suturas cranianas pudessem doer. Espero que isto tudo passe. Que um dia, como eu, vc se chegue a perguntar: cadê as dores?

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  7. Betty amada, adorei teu texto (confesso que algumas lágrimas escorreram pelos meus olhos).

    Hoje eu estava pensando na mesma coisa. Eu estava tão acostumada com tudo dar errado e nas fases ruins que me assolavam que, hoje, eu notei algo diferente. A fase ruim está passando e eu tenho que agradecer e fazer um balanço das coisas ruins e aprender com elas. Nós temos que ser felizes e lutar sempre! Como diz a música de Raul: É de batalhas que se vive a vida!

    Adoro teu blog. Tu és uma baita guerreira!

    Abração

    Andressa

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    1. A gente foca tanto nas coisas ruins que nem da conta que elas também acabam!
      Bjs

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  8. Vc é uma vencedora, e seu testemunho serve de exemplo para todos (as).

    bjokas com carinho =)

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  9. Oi, Betty. Como toda pessoa lúcida e guerreira, você soube superar essa fase difícil. Salve! Parabéns pelo corajoso depoimento. Serve de apoio a todas as pessoas que estão passando por algo semelhante. Que maravilhoso ter uma pessoa como você entre nós, mesmo que virtualmente. Betty, seu blog está maravilhoso, sério. Não sei como você consegue dar dar dicas, montar tantos looks, organizar tantos sorteios e links legais, etc. Beijocas

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    1. Oi Denise,
      Brigadim pelas palavras carinhosas! Eu fiquei entre "fala ou não falo", pois tenho medo de mimimi, mas daí pensei que o texto poderia ajudar, então resolvi postar.
      Sinto falta do seu blog.
      Bjs

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  10. Betty, a gente passa por momentos bens ruins!!.
    Ainda bem que tudo passa. Graças a Deus, vc. está bem e contando sua história.
    Fico a imaginar o sofrimento. Não deve ser fácil.
    Acredito que tenha também o lado bom, com certeza. Ficamos mais corajosas, mais valentes, creio nisso.
    Adorei seu post.
    Bjs.

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    1. Acho que fiquei mais teimosa, pois virei uma sobrevivente e sobreviventes são teimosos.

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  11. Os momentos ruins sempre extrapolam os bons.. mas, que bom que vc se deu conta que sua dor passou. Lindo texto, vc é uma guerreira e sou sua fã.

    Bjos,
    http://www.dmulheres.com.br/

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    1. Tem horas que só pondo no automático e seguindo em frente! Bjs

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  12. Eu também ando numa fase bem tensa da minha vida, onde nada dá certo, mas... eu acredito que se Deus coloquei essas coisas no nosso caminho, é porque ele sabe que somos fortes ao ponto de passar por isso numa boa.

    Te desejo força aí!

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    1. Minha mãe sempre dizia que "não há bem que sempre dure e nem mal que nunca acabe". Estes momentos ruins, vão passar, tudo passa!

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  13. Amiga boa tarde que bom que descobriu que a gente melhora as minhas perdas foram muitas aí longo da vida e dia 5 de julho perdi meu irmão mais velho para o câncer.
    Eu estou me acostumando sem ele a saudade é imensa mas quando penso nele fico triste mas ao mesmo tempo penso no que ele me diria e asim consigo viver esquecer não vou nas está angústia vai passar beijos felicidades.Eliane Lima

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    1. Oi Eliane,
      A perda de um ente querido, não vou mentir para vc, não vai passar, mas a dor ameniza e as pessoas amadas vivem para sempre em nossos corações.
      Sinta-se fortemente abraçada por mim.

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  14. Puxa Betty, é difícil imaginar que uma mulher tão linda e loira passou por todos esses problemas. E o que é mais importante, passou! Fico muito feliz por ti amiga, e agradeço a você por compartilhar conosco... muitas vezes damos uma falsa dimensão, sempre pra maior, dos nossos problemas. E é tão bom saber, que sérios, pequenos, eles sempre podem ser superados.
    Parabéns pela forma corajosa com que enfrentastes os teus, e também pelo belo depoimento.
    Bjus amiga!

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    1. Oi Yves,
      Eu resolvi falar pq achei que poderia ajudar a outras pessoas. Qdo a gente está vivendo um problema, esquece o principal: tudo passa.

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  15. Entendi perfeitamente o que disse Betty...fico triste quando ouço pessoas reclamando da vida sem parar sem nunca perceber como valorizar as coisas boas...

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    1. Oi Lu,
      Eu, às vezes tenho os meus momentos de chatice e reclamação, mas só ás vezes. Eu breco bem este momentos e mudo de foco rapidinho.

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  16. Betty querida, o que escrever diante de uma crônica tão edificante de sua parte e um alerta a todos? Passei por momentos, mas incomparaveis aos seus, com uma lesão séria na minha cervical (de ponta a ponta) e entendo, ipisis litteris, o que escreveu com tanto sentimento

    Supor que tudo em nós é sempre maior, mais intenso e mais abrangente é não compreender o outro na sua, mesma, dor.
    Meus aplausos por voce ser essa guerreira vitoriosa e dividir conosco essas experiências.
    Beijos mais.

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    1. O mais importante de tudo é que passa! Tudo passa! Quando estamos no meio do problema nós não conseguimos ver que ele vai acabar.

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  17. Betty seus textos me emocionam realmente muitos de nós estamos na zona de conforto e só sabemos reclamar e muitos não tem a noção do que é realmente encarar um problema tão sério como o seu que graças a Deus foi superado..te admiro sou sua fã e parabéns por dividir conosco sua historia..
    www.fernandacaterina.com.br

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    1. Tb sou sua fã, Fernanda! Obrigada pela palavras carinhosas.

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  18. Betty,
    Fiquei aqui pensando nas coisas que você passou... me dá arrepios porque só imaginar já dói, que dirá vivenciar...
    Concordo com você, a gente se resigna, se adapta, e quando vê está tão habituada com algo ruim que nem lembra como era quando era bom...
    Tenho medo disso, porque eu sou altamente "resignável" e olha, não é bom...

    Fico feliz que as dores se foram.
    Você, com certeza, merece tempos de refrigério...
    beijosss

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    1. Acho que eu também sou resignável (existe isto?), mas às vezes o melhor é a resignação, pois se eu agisse de outro modo, viraria só uma choradeira sem solução. O problema da resignação é que qdo as coisas mudam para melhor, nem sempre a gente percebe.

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  19. Betty espero que você melhore das dores!
    A gente tem mania de reclamar de mais pelas coisas, e só quando algo pior acontece a gente percebe que antes não tinha do que reclamar.
    Te admiro por superar tudo isso!
    Instagram @brunaestiloitgirl

    Blog | Facebook | Twitter | Canal Youtube 
    Beeijos (:

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    1. Oi Bruna,
      As dores me abandonaram. Elas já não me amam mais!

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  20. Oi Betty,eu que sempre falo nos momentos difíceis "não a mal que dure para sempre",é uma frase feita, mas é por aí mesmo. Não sei se você se lembra que eu contava no meu blog,4 anos atrás tomei uma queda lavando a varanda,bati a bacia e fiquei com dores terríveis que me deixaram praticamente na cama,eu não aguentava ficar mais de um minuto em pé e passei alguns anos assim. Hoje continuo com algumas dores,as vezes não posso ficar muito tempo sentada ou carregar muito peso ou andar rápido,as vezes preciso tomar remédios para melhorar,as vezes os remédios não param a dor,mas é como você falou as vezes até com as dores nós nos acostumamos a viver. Naquela época a minha vida estava em todos os aspectos em um fundo do poço, mas saí,tudo melhorou. Hoje sou muito feliz e agradeço muito a Deus e as dores que restaram? Elas depois de tudo que vivi não são nada. Bjsss.

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    1. Espero que aconteça com vc o que aconteceu comigo, ou seja, que as dores abandonem você e que qdo vc der conta, vai ver que não tem mais dores.

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  21. Betty,
    Verdade tudo o que vc escreveu, as vezes as nossas dores passam e nem percebemos. Que coisa. Lendo o seu texto fiquei refletindo como as dores podem ser fortes e com isso acabam fortalecendo as pessoas. Com certeza você é uma mulher forte e guerreira e não se entrega pelas dores tão facilmente. Mas também não podemos deixar que as dores tomem conta do nosso mundo. Devemos lutar para ficarmos boa logo.
    Boa sorte e que não tenha mais dores
    Beijos
    Adriana

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  22. Lindo Post, faz a gente refletir sobre muitas coisas na vida, principalmente em como vamos valorizando as coisas ruins da vida e não nos damos conta de que a quantidade de coisas boas é sempre maior.
    Obrigada por compartilhar conosco um pouquinho do seu mundo.
    Beijos

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    1. Que história é esta de patinha feia?!? Pela sua foto vc está mais para cisne!

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  23. Nossa Betty que texto lindo, muita verdade o que você escreveu, precisamos refletir todos os dias sobre as coisas boas que no acontece e dar valor a elas, mesmo que sejam pequenas, mas também precisamos valorizar o que não é tão bom e o que passamos de sofrimento também, nós crescemos com todas as situações e saímos mais fortalecidos, com mais Fé e Esperança... um super beijo!!!

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  24. Belíssimo testemunho de vida. Quando a gente passa por momentos difíceis parece que é uma eterna tempestade e nunca vai acabar. Depois que ela acaba, aprendemos ver o mundo com outros olhos e agradecemos as mínimas coisas boas que nos acontecem.
    Big Beijos
    Lulu on the Sky

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  25. Comovente, querida, mulher forte é você! E eu aqui me queixando do dedão da minha mão esquerda que está com uma dermatite de contato e a pele se abre em corte no frio forte! Deus Pai te proteja! Abração!

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  26. Que lindo texto Betty! Temos sempre que exercitar resiliência e gratidão! Vc é uma vitoriosa!

    Abs

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  27. Bom dia querida!! eu comentei neste post...será que foi? beijos

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  28. Oi Betty, fiz questão de comentar teu relato, porque é sempre inspirador de ver e saber que nós mulheres somos muito fortes e guerreiras. Empatizei com sua dor, seu sofrimento, sua resignação. O melhor disso tudo é olhar para trás e ver que o pior de tudo passou e entender como foste forte para ultrapassar um caminho duro e com muito espinho. Passei por uma fase muito difícil em minha vida, no que diz respeito a saúde de meu filho. Foram 5 anos de tratamento que me tiraram o chão. Ele tinha 5 anos anos e minha luta com ele foi até os 10 anos. Hoje olho para trás e penso e pergunto: como consegui sobreviver ao que passei.Uma vez li que Deus dá o jardim, conforme o jardineiro. Então, somos ótimas jardineiras. Agora, o que mais fica desta lição, pelo menos para mim, foi a mudança de valores. Hoje sou mais espiritualizada, agradeço todos os dias pela chance que a vida me deu. Uma pena morarmos longe, mas teríamos muitos assuntos para trocarmos. Beijos e continue sendo esta guerreira!
    www.brasildobem.net

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