Manchester à beira-mar – Um filme que faz pensar

27 de janeiro de 2017 13 comentários

Manchester à beira-mar – Um filme que faz pensar


Quando assisti ao trailer de "Manchester à beira-mar", indicado a seis Oscar, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro original, ambos do desconhecido Kenneth Lonergan, confesso que não me empolguei. Parecia mais uma história do relacionamento de um homem com o sobrinho que começa terrível mas, no final, se transforma numa grande amizade. Um dramalhão desses que eu já vi várias vezes com uma música apelativa ao fundo. Estava enganada.


Manchester à beira-mar – Um filme que faz pensar


Breve resenha


Lee Chandler (Casey Affleck, irmão de Ben Affleck, vencedor do Globo de ouro de melhor ator de filme dramático e indicado ao Oscar de melhor ator) é o zelador de um condomínio em Boston (EUA). Solitário e sempre sisudo, arranja briga no bar, onde bebe além da conta. Ele é avisado da morte do irmão mais velho Joe (Kyle Chandler – o John Rayburn, de Bloodline, série da NetFlix) e, ao retornar à cidade para cuidar do funeral, é informado pelo advogado do falecido que este havia deixado o sobrinho de 16 anos para ele cuidar, além do barco, da casa da família e dos investimentos. Mas Lee não se sente em condições de assumir tamanha responsabilidade. Ao longo do filme a gente vai compreendendo o porquê.


Manchester à beira-mar – Um filme que faz pensar


O relacionamento com o sobrinho não é tão difícil e até nos brinda com momentos divertidos. O rapaz é descolado, tem duas namoradas, joga no time de hóquei, no time de basquete, tem amigos. O oposto do tio caladão que não consegue conversar sobre amenidades nem que seja por 30 minutos. A gente percebe que Lee sofre, não é feliz, que deixou uma história para trás ao se mudar para outra cidade. O que terá acontecido? O filme vai ficando cada vez mais instigante.


Manchester à beira-mar – Um filme que faz pensar

 Preste atenção


Manchester à beira-mar é picotado por cenas de um passado alegre de Lee com o irmão e o sobrinho e seus passeios de barco. Então, em determinado momento, ele aparece com sua linda esposa Randi (Michelle Williams) e seus três filhos pequenos. Neste momento, vai dando um aperto no coração pois a gente começa a se perguntar: se no início da história, ele está solitário e amargurado, onde estará sua esposa e suas crianças? Preparem os lencinhos...

Não foi à toa que a atriz Michelle Williams foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ela está ótima no papel apesar da sua pequena participação no longa-metragem. Há uma cena em particular que é impossível não chorar junto com ela, de tão convincente que é sua atuação. Parece mesmo que ela está passando por toda aquela angústia, aquela dor.


Manchester à beira-mar – Um filme que faz pensar


Por que assistir


Manchester à beira-mar é um filme longo (são 2h20), denso, que emociona, que fala de perda, mas de uma perda tão grande que talvez não seja possível superá-la. Também fala de culpa. Este sentimento terrível que nos aprisiona, nos sufoca, que nos faz ficar para trás quando todos ao nosso redor estão andando pra frente. Refazendo suas vidas, fazendo planos para o futuro.

Se você gosta de filmes que fazem pensar na vida, que a fazem refletir sobre o peso que damos aos problemas, na capacidade de enfrentá-los e de sair mais forte deles, vai gostar de Manchester à beira-mar. Eu gostei muito e recomendo a você.








Fotos de divulgação do filme

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13 comentários :

  1. Eu vi mesmo que tinha sido indicado ao Oscar, mas não tinha dado nada para o filme. Lendo sua resenha, parece ser interessante afinal de contas!

    Beijos
    http://orangelily.com.br/

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  2. Interessante a história e gostaria muito de vê...
    Amo assistir filmes!

    Hoje tem indicação no meu blog também rsrs

    Beijinhos ♥
    *Blog Resenhas da Pam*

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  3. Oi Denise, estou super animada para assistir. Adoro o trabalho do Casey Affleck (ao contrário do irmão, que eu acho péééssimo, super canastrão). Um beijo!

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    1. Oi, Camila. Também acho rsrsrs Meu filho costuma dizer que o Casey é "o Affleck que deu certo". Rsrs Um beijo pra você e bom filme!

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  4. A coluna ficou ótima, Betty! Será feita com muita dedicação e carinho para suas leitoras!
    Beijos carinhosos, Denise

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  5. Ainda não assisti esse, mas parece muito bom, quero ver! O La La Land vi na pre estreia e amei!

    Beijos
    Mari Dahrug
    http://www.rabiskos.com.br/

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  6. Também gostei, só não sabia que era tããão dramático. Mesmo assim, um ótimo filme! Realmente faz pensar e muito, principalmente a dar valor ao que temos.

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  7. Eita, que coisa boa e que boa indicação, eu não tinha reparado neste filme! Bem vinda Denise e voc~e começou da melhor forma, que sua participação seja longa e cheia de alegria.
    Beijos e bom final de semana!
    DMULHERES@_sheylaxavierFanpage

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    1. Muito obrigada, Sheyla! Farei a coluna com muito carinho. Espero que vocês gostem! Um beijo pra você e bom fim de semana também!

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  8. Oi Betty... quando vi as indicações ao Oscar fui lá conferir os trailers de todos os filmes e este me chamou a atenção... o Casey está cada dia melhor como ator!!! Vou conferir com certeza!!!
    Beijosss!!!

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  9. Oi Denise
    Uma resenha como a sua dá vontade de querer assistir o filme. Adoro dramas.
    Valeu!!
    Beijos.

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    1. Olá, Maria Célia. Se você gosta de dramas, vai gostar desse filme! Compre sua pipoca e boa diversão! Bjs

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