26 de abril de 2019

Em algum lugar do passado

Em algum lugar do passado

Era noite de domingo e eu não gosto do Faustão e de nenhum outro programa de televisão domingueiro, então resolvi xeretar na Netflix e descobri que EM ALGUM LUGAR DO PASSADO estava por lá. Eu assisti a este filme há muito tempo atrás e me lembrava muito bem do enredo, ou achava que lembrava, então resolvi rever; não me arrependi. 

Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado - Richard Collier em seu escritório em Chicago, 1980

Resenha


Richard Collier (Christopher Reeve) é um dramaturgo que teve a sua primeira peça bem recebida pela crítica e, em 1972, numa noite de comemorações, uma senhora idosa se dirige a ele e entrega um relógio de bolso dizendo: “Volte para mim”. Ele nunca tinha visto aquela senhora.

Em 1980, oito anos depois, ele já é um escritor consagrado com duas peças conhecida e está tendo dificuldades de terminar um terceiro trabalho, então ele sai de Chicago, em busca de sossego e inspiração, e se hospeda no Grand Hotel, que é um hotel que lembra os hotéis de estâncias turísticas aqui no Brasil, com muito espaço, grandes jardins e muito verde.

Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado - Richard Collier se apaixona pela foto de Elise Mckenna

Neste hotel, existe um Salão Histórico, uma espécie de museu, mostrando as celebridades que se hospedaram lá. Em uma parede está o retrato, de 1912, de uma mulher belíssima, por quem ele se apaixona perdidamente.
Ele resolve pesquisar sobre ela e descobre que ela era Elise Mckenna (Jane Seymour), uma atriz famosa em sua época, e acaba por descobrir que ela era a mesma mulher que lhe deu o relógio de bolso há 8 anos atrás. Ela faleceu na mesma noite em que deu o relógio para ele.
Richard Collier resolve pesquisar sobre viagem no tempo e através de auto hipnotismo consegue se transportar, para 1912, para o Grand Hotel, onde se encontra com Elise Mckenna e a paixão, que existia e estava perdida no tempo, floresce.


Não vou me adiantar mais para não estragar o final do filme.

Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado - Elise Mckenna (Jane Seymour) e Richard Collier (Christopher Reeve) 

Porque assistir


O filme tem um enredo enternecedor, pois fala de um grande amor que acontece num descompasso do tempo, mas mais do que isto, o fato, segundo os especialistas em tempo e viagens no tempo, seria plausível, então além de um romance, o filme é também uma ficção científica.

O filme não foi bem recebido pela crítica especializada na época de seu lançamento, mas se transformou em um filme cult e quem assiste uma vez, não esquece.


Se não bastasse estas qualidades, Jane Seymour está lindíssima no papel de Elise Mckenna e Christopher Reeve, o melhor Super Homem do cinema, está fantástico no papel. O casal é encantador e a química entre eles transborda na tela.

Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado - cenas

Preste atenção



A música de Rachmaninoff deixa as cenas ainda mais emocionantes e bonitas, talvez, sem o fundo musical perfeito, o filme não se tornasse um dos filmes mais bonitos e emocionantes de todos os tempos. O casamento da música, com a beleza dos atores, interpretação e cenários, faz com que tudo seja mágico.

Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado - Jane Seymor como Elise Mckenna

Moda e Figurino


O filme ganhou o Oscar de melhor figurino e a reconstituição de época é perfeita.

O figurino da Elise Mckenna é de uma leveza e delicadeza que fazem jus ao personagem.

Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado - Casal apaixonado e apaixonante


O enredo é muito bom e o conjunto da obra faz com que o filme seja inesquecível. Ainda que você já tenha assistido, veja novamente, pois descobrirá facetas das quais não se lembra mais, foi o que aconteceu comigo.

Só uma tristeza me ficou ao terminar o filme, a de saber que a vida de Christopher Reeve foi tão trágica, ficando preso anos a fio em uma cadeira de rodas. Esta tristeza se acentua ainda mais ao ver que Jane Seymour, é hoje uma senhora de 68 anos maravilhosa. Ela continua deslumbrante!
Ele poderia ter tido uma vida mais afortunada também e estar entre nós até hoje.


Notinha: O trailer está em alemão, pois os trailers em inglês ou dublados estão com a imagem muito ruim, mas o filme da Netflix está ótimo.



Fotos de divulgação do filme

10 comentários:

  1. Eu amo esse filme, a primeira vez que eu assisti eu era ainda adolescente e ao longo dos anos já assisti várias vezes. Ele é daqueles filmes apaixonantes que ficam eternizados, cada vez que assisto me apaixono por ele. Bjss.

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    1. É realmente um filme lindo e fazia tempo que eu tinha assistido. Foi muito bom rever.
      Beijos

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  2. Oi Betty... já assisti várias vezes e em todas vejo algo encantador, amo os figurinos de Elisa e o nosso eterno Super Homem está lindo demais. Não gosto do final!
    Beijosss

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    1. Oi jane,
      Não posso falar no final para não cometer o spoiler, mas não vejo como terminar de outra maneira. Ou será que tinha?
      Beijos

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  3. Betty não tem como deixar de falar do figurino né? Como era lindo esses vestidos e na verdade como as mulheres eram charmosas com pano!

    Beijos
    Pâmela Sensato

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    1. Oi Pam, Este filme ganhou um Oscar pela perfeição do figurino, mas a história é mais do que isto e este filme foi injustiçado na época. Hoje é um cult.
      Beijos

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  4. Betty, bom dia, existem filmes, q não canso de assistir e perder as contas de quantas vezes, já o fiz, esse é um deles, passa direto no Telecine Cult, inesquecível,assiste semana passada, novamente. rsrs. EMOCIONANTE! :( :(

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    1. Não sabia que estava passando no telecine, mas assito pouco à TV. Para mim foi ótimo encontrar na Netfliz.
      Beijos

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  5. Olá Betty! Já assisti uma vez e foi o figurino que me chamou atenção! Beijinhos

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  6. Lembro bem deste filme., uma história linda. É uma lástima este ator ter morrido tão rápido e a tragédia que se abateu sobre ele. Jane Seymour era lindíssima, mas depois deste filme nunca mais vi nada do que ela tenha feito e acho que também desapareceu da mídia. Beijos!
    www.janeisatomas.com.br

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