O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão - Gosto Disto!

25 de outubro de 2019

O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão

O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão

O que me levou a assistir O Estranho Que Nós Amamos foi o fato de ser um filme da Sofia Coppola e eu gosto de tudo que a Sofia Coppola fez até hoje. Quando estava procurando onde poderia assistir ao filme on line, descobri que é uma refilmagem, de 1971, com o Clint Eastwood, que eu não tinha assistido, mas agora já vi e comentarei no final do post. Ambos são inspirados no livro de Thomas Cullinan. Li críticas nos dois sentidos, apontando o primeiro como melhor, bem como o segundo. Dizem que o primeiro tem um cunho mais machista, será?



O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão

Resenha


Em 1864, no Estado da Virginia, o soldado ianque, John McBurney (Colin Farrell), é encontrado ferido, perto de uma escola para mulheres, comandada pela Srta Martha Farnsworth (Nicole Kidman), por uma de suas alunas mais novas, Amy (Oona Laurence). Ela o ajuda a chegar até a casa onde se encontram além dela, mais quatro alunas, Alicia (Ellen Fanning), Jane (Angourie Rice), Marie (Addison Riecke), Emily (Emma Howard) a professora Edwina (Kirsten Dunst) e a proprietária Martha.
As sete mulheres se compadecem da situação dele e resolvem cuidar de seus ferimentos sem entrega-lo de imediato aos confederados. A medida que ele vai melhorando de saúde, cada uma delas vai se apegando a ele de uma maneira diferente, e ele faz um jogo de sedução com elas, nem sempre sexual, muitas vezes apenas psicológico, observando as carências de cada uma delas.

O tempo todo ele sabe que pode ser entregue nas mãos dos confederados, o que faz dele um ser vulnerável, então ele vai se submetendo aos desejos de cada uma, mas estes desejos se tornam conflitantes, pois cada uma tem interesse no soldado de maneira diferente.

O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão

Porque assistir


O Estranho Que Nós Amamos é um suspense dramático, e mostra bem a situação das mulheres durante a guerra civil, pois são sete mulheres abandonadas à própria sorte, num mundo dos homens.

Sofia Coppola explora muito bem o lado psicológico da trama mostrando a situação de vulnerabilidade delas durante a guerra e dele, por estar em minoria perante elas.

O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão

Preste atenção


O filme não tem fundo musical, os sons são da natureza, com pássaros cantando, ou dos instrumentos tocados pelas alunas na sala de música. Este tipo de tratamento sonoro faz com que a gente sinta o clima de fazenda, de lugar rural e o isolamento que existe na trama.

A maior parte do filme foi feito com luz natural, o que deixa a paisagem bucólica e um tanto esmaecida, sem nenhuma cor forte que possa agredir aos olhos.

O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão

Figurino e Cenários


O figurino é todo em off white e os vestidos das personagens chegam a se confundir com o cenário, tanto externo quanto interno.

O cenário é de um casarão sulista, não totalmente abandonado, mas que dá para sentir que já teve melhores dias. O próprio cenário pode se dizer que é um personagem do filme, pois a trama só se concretiza devido ao isolamento do local.

O Estranho Que Nós Amamos de 2017 – sedução e submissão


O filme O Estranho Que Nós Amamos de 1971, com Clint Eastwood, tem um roteiro melhor, que explica a razão das personagens femininas se apaixonarem pelo soldado McBurney, coisa que fica meio no ar no filme de Sofia Coppola. Clint Eastwood é um McBurry mais trapaceiro, que enquanto fala uma coisa, aparecem imagens dos fatos verdadeiros na tela se contrapondo ao que ele diz. Já o soldado McBurry de 2017, representado por Colin Farrell, é menos intenso, menos cafajeste, embora faça um jogo de sedução com as mulheres da casa, não chega a ser odiável, como o soldado de Clint Eastwood.
Estranhamente, do final do filme de 1971, chegamos a perdoar McBurney, pois ele parece ter sentimentos, apesar de tudo, já no filme de 2017, McBurney é insensível e não é digno de perdão.


Assista ao filme de 2017 sem esperar por um filme de ação, pois o roteiro passa longe disso, mas é um bom drama psicológico e a atuação de Kristen Dunst como Ewina vale o filme. Se puder, faça como eu, assista às duas versões de O Estranho Que Nós Amamos.





8 comentários:

  1. Adoro as tuas dicas de filme! Domingo eu assisti Minha fama de mau. Nossa,amei e até chorei lembrando do meu pai. Vou procurar este. Bom fim de semana amiga! Beijinhos

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    1. Oi Patrícia,
      Minha Fama de Mau é uma delícia de filme! Acho que vc vai gostar deste também.
      Beijos

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  2. Hello, querida Betty!
    Amo filmes e suas dicas são perfeitas!

    Abençoado fds
    💋💋💋

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  3. Lembro do trailer desse filme no cinema, mas não cheguei a assistir. Agora fiquei curiosa. Pelo que li não parece tão machista, pelo contrário, são elas que têm o poder.

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    1. Também não achei machista, nem mesmo o mais antigo com o Clint, que por sinal é muito bom!
      Beijos

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  4. Menina, que sintonia! Estou com o post prontinho para soltar, mas vou esperar um pouco...Rsrsrsrs...
    É um filme ótimo! Você tem bom gosto...
    Bjs

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  5. Oi Betty... não assisti nenhuma versão, mas já vi o trailer desse de 2017.
    Dica anotada!!!
    Beijosss

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