Racismo é um problema de comportamento incontornável - Gosto Disto!

9 de dezembro de 2019

Racismo é um problema de comportamento incontornável

Racismo é um problema de comportamento incontornável


Fiquei chocada com o racismo explicito de Natália Dupin (Natália Burza Gomes Dupin) contra o taxista Luís Carlos Alves Fernandes, ao se negar usar o taxi dele por “não andar com negro”. Na hora que vi a notícia pensei nela como uma pessoa infeliz, muito infeliz e totalmente à margem da sociedade, mas depois comecei a pensar e questionar, esta mulher tem um problema de comportamento grave!


Racismo é um problema de comportamento gravíssimo, o que é bem mais do que um crime. Vamos dizer que você é ladrão e roube algo, um dia você é preso por isso, paga a sua pena e pode sair reabilitado e nunca mais roubar, mas se você é racista, no nível que esta mulher demonstrou ser, ainda que prendam você pelo seu crime, quando você sair, você continua racista, dificilmente um racista vai conseguir se reabilitar.
Não sei a profissão da Natália, acredito que nenhuma, pois com um problema de comportamento tão grave quanto o racismo, por maior que seja a capacidade técnica dela, não dá para contratá-la para nada.
Imagine esta moça como professora, todos os seus alunos teriam que ser brancos. E como médica, ela só atenderia aos pacientes brancos? Se fora engenheira jamais poderá trabalhar numa obra, pois todos os empregados sob seu comando precisariam ser brancos, ou ela não admitiria conviver com eles.
Digamos que ela não tenha uma qualificação de nível universitário e vá trabalhar como balconista, imagine uma cliente negra entrando na loja e se dirigindo a Natália! Ela não se submeteria a atendê-la! Todos os seus clientes teriam que ser brancos?
Como assim? Vivemos num país de negros e mestiços, a pele escura é a pele da maioria por aqui. Como é que será que Natália pretende eliminar de sua convivência mais da metade da população do Brasil?
Natália e outros racistas não são apenas problemáticos, eles são um problema sem solução. Podemos prendê-los, multá-los, mas não podemos mudá-los. Eles existem e as pessoas de bem não vão conseguir corrigi-los ou domá-los. Tudo que podemos fazer é nos afastarmos deles.
Natália só pode ser solteira, e solteira e sem filhos deve ser até morrer, para o bem de todos. Imagine esta mulher matriculando o filho em uma escola e não querendo que seu rebento chegue perto de um coleguinha negro! Seu filho não poderia ir ao parquinho e nem mesmo frequentar a piscina do prédio. Em todos os lugares existem pessoas negras, ou pretas (como queiram), e Natália não vai querer que seu filhote conviva com nenhuma delas.
Criança alguma merece uma mãe como Natália!
Imagine se casar com alguém como ela! A vida de seu companheiro ficaria restrita ao ditames racistas dela, e ele não poderia sequer frequentar às festas da empresa!
Mas a vida da Natália não é uma vida inútil. Todo mundo tem o seu valor na vida e a sua função e não poderia ser diferente com ela. Natália pode servir como exemplo negativo, ela é exatamente aquilo que ninguém deve ser.
Boa sorte Natália Dupin, neste momento estou agradecendo ao universo por existirem bem poucas pessoas como você. As pessoas de bem prevalecem e você não é nada além de uma triste notícia de jornal: uma mulher infeliz.


Foto: Désirée Fawn via Unsplash

14 comentários:

  1. Olá Betty! Acho que ela é advogada .Ignoro o estado civil e se tem ou não filhos. Contudo, posso lhe afirmar, que existem muitas Nathálias , casadas , com profissão e filhos. Transmitem aos mesmos, esse racismo irracional, vão para todo o lado, são "bem sucedidos" na vida. Acr(eitam a convivência com alguns negros, como empregada doméstica, jardineiro. Nada que requeira um minimo de instrução .Motorista já é demais. E quando se cruzam com uma negra, no salão de beleza , perguntam-,lhe se ela, ou alguma amiga , não está procurando emprego, como doméstica. Aconteceu comigo, embora eu estivesse lá para ser penteada, bem vestida, nada em mim, sugeria que eu fosse doméstica, excepto na visão dela, a cor da minha pele.

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    1. Dio mio! Como eu não convivo com pessoas racistas, não consigo imaginar as Natálias da vida! Minha família adotiva, com quem pasei todos os natais, por mais de 20 anos, era de negros. Minha irmã de coração, que faleu o ano passado, tinha sangue negro e não escondia isso. Se me deparo com uma Natália, tomo como ofensa pessoal.
      Não sei como solucionar um probelma social e comportamental deste!
      Dizem que na delegacia a coisa piorou, pois ela chamou uma policial militar, que estava fardada, de "sapata".
      É ou não é uma infeliz?
      Que gente horrível é esta que teima em existir pelo mundo?
      Beijos... estava com sudade de vc.

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  2. OI Betty, você é uma pessoa privilegiada por não se deparar muito com pessoas deste tipo mas, infelizmente, elas são muitas sim. Beijos

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    1. Pelamordedeus! Estou vendo que ela exsitem e para mim é um espanto! Quem gente é essa? Eu fiquei passada com a tal da Natália!
      Beijos

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  3. infelizmente ainda existe mesmo mt racismo, e temos que combater sempre

    www.tofucolorido.com.br
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    1. Acho que temos que combater, mas não sei como lidar com uma Nátalia Dupin, não acredito que nada possa mudar o comportamento desta infeliz.
      Beijos

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  4. Oi Betty,
    Infelizmente racismo existe. Conheço pessoas brancas racistas com negros, assim como negros que são racistas com brancos ao ponto de só ouvir, usar, ler o que um negro faz.

    Já presenciei um fato muito desagradável em uma BF, em que algumas blogueiras negras fizeram preconceito contra outra negra só porque ela tinha cabelo liso (e ao ver delas seria trair a origem). Não tive dúvidas, fui até a blogueira negra de cabelo liso. Enchi de elogios como ser humano maravilhoso que ela é e ainda fiz selfie com ela.

    Fico revoltada com essas coisas!

    big beijos
    Lulu on the sky

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    1. Também sinbto que a coisa está se invertendo, fato bem comum nos EUA, mas espero que não chegue a tanto. Já senti que existe quase uma obrigatoriedade de ter cabelo afro entre as negras, como se a pessoa não pudesse mais escolher o que fazer com o próprio cabelo. Mas tudo isto eu li ou soube por notícias, nunca vivencei.
      Beijos

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  5. Oi Betty... infelizmente o racismo é algo que sempre vai existir, é do ser humano, daquele que é pobre de espírito. Mas como disse a colega aí de cima, o racismo existe até entre os próprios negros, é uma tristeza!
    Beijosss!!!

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    1. Não acredito que sempre vá existir. Acredito que algumas pessoas possam demorar um pouco para se adaptarem aos novos tempos, mas não tem outro jeito, ou se adaptam ou caem num ostracismo social.
      Beijos

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  6. Olá Betty
    Mais um texto seu perfeito.
    Infelizmente racismo é uma realidade triste e incontestável, em várias áreas, principalmente nas periferias, mas não só.
    Isso quando não é disfarçado e frequentemente vendida a imagem de não haver racismo no país (vide Sérgio Camargo que fala em "escravidão benéfica" e "negro Nutella ")
    Mas voltando ao post concordo com vc quando diz que é um problema de comportamento incontornável.
    Que vida triste, que infeliz deve ser alguém que tem tanto ódio e segregação no coração.
    Que triste deve ser destilar veneno, ser capaz de atos abomináveis e ser incapaz de amar o próximo.
    Uma desumanidade em uma vida vazia e infelizmente sem chance de reabilitação.
    Porque a alma dessa Natália é pequena.
    E tomando emprestado com a devida licença: a gente só pode dar o que tem.
    E ela tem ódio no coração.
    Bjs Luli
    https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

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    1. Eu tinha me esquecido desta frase, mas ela é perfeita: Ninguém dá mais do que tem ou aquilo que não tem. Pobre, Natalia, muito pobre.
      Beijos

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