O Poderoso Chefão o melhor filme sobre gangster já feito

O Poderoso Chefão 1972

Eu fiquei com medo de falar sobre O Poderoso Chefão, de 1972, pois o filme é icônico, foi eleito o segundo melhor filme feito até hoje e o melhor filme de gangster e sobre a máfia de todos os tempos. O filme é perfeito e rendeu duas continuações, em 1974 e 1990.
O Poderoso Chefão foi indicado para dez Oscars e ganhou três: Melhor Ator, Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

Eu assisti aos três durante a pandemia, mas vou me focar apenas no primeiro, por ser o melhor deles, embora os demais também sejam ótimos.


O Poderoso Chefão 1972

Resenha


O Poderoso Chefão é um filme sobre a máfia, embora Francis Ford Coppola, seu diretor, evite o termo máfia nos diálogos, mas mais do que um filme sobre a máfia é um filme sobre os laços familiares e de como é difícil se desvencilhar deles.
Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe da família, tanto família física, quanto família mafiosa, e ele tem três filhos homens biológicos: Sonny (James Caan), Fredo (John Cazale) e Michael (Al Pacino), além de Connie (Talia Shire) sua filha amada, e Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho de criação e seu conselheiro. Vito Corleone é o elo forte que sustenta a sua família, mas além disto ele se tornou poderoso, tão poderoso que tem acesso aos políticos mais influentes e aos policiais mais corruptos, o que o mantem no topo de seu mundo.

Seus filhos são sua continuidade, com exceção de Michael, o filho caçula, um universitário, herói de guerra, que namora uma garota americana.  Michael é o filho de mãos limpas, aquele que não se envolve nas operações criminosas de sua família, mas o filme, mais do que sobre gangster ou sobre a máfia, é sobre Michael e como ele vai se transformando na medida em que vai se aproximando da família, em como ele se torna aquilo que ele temia e dizia que jamais seria. Michael se torna seu pai.

O Poderoso Chefão 1972

Porque assistir


O roteiro é perfeito e o elenco está repleto de estrelas, estrelas estas que foram lançadas ao firmamento de Hollywood muito em razão do filme, pois Al Paccino era um ator iniciante quando protagonizou Michel Corleone, muitos outros atores com mais nome foram indicados para o papel, mas Coppola fez questão que Michael Corleone fosse feito por Al Pacino, pois queria que o papel fosse de um ator ítalo-americano. Talvez Al Pacino não fosse o ator que é hoje se não tivesse vivido Michael Corleone e talvez O Poderoso Chefão não se transformasse num filme icônico se não tivesse Al Pacino no papel exato para ele.

Marlon Brando também era outro ator questionável e só ganhou o papel porque Coppola condicionou a sua aceitação para dirigir O Poderoso Chefão, à atuação de Marlon Brando como Don Vito Corleone, e Marlon Brando levou o Oscar de Melhor Ator por sua atuação.

O Poderoso Chefão 1972

Preste atenção


A atuação de Al Pacino é digna do grande ator que ele é. Dá para sentir em seus gestos, em sua expressão facial e corporal, a sua transformação em um mafioso cruel e frio, capaz de mandar matar o seu próprio irmão.

O doce herói de guerra, o universitário apaixonado por sua namorada americana vai ganhando uma casca mais grossa e cruel a medida que a história se desenrola e o filhinho de papai que deveria se transformar em um cidadão exemplar, não consegue fugir da saga familiar e se torna o poderoso chefão.

O Poderoso Chefão 1972

Cenários e figurino


O Poderoso Chefão é ambientado de 1945 a 1955, e o figurino é de época. Tudo iria maravilhosamente bem com o figurino, não fosse a maquiagem e o cabelo de Diane Keaton, como Kay Adams, a esposa de Michael Corleone, que deixa transparecer o estilo dos anos 70, quando o filme foi rodado. Não fosse isso, o figurino seria perfeito.


Tantos os cenários americanos quanto italianos, são banhados com uma luz dourada que dá ao filme um tom castanho, muitas vezes levando até o sépia. Estes tons terrosos remetem à velha Itália e suas paisagens do sul.

O Poderoso Chefão 1972


O Poderoso Chefão é um filme longo, mas em momento nenhum é um filme lento. É uma obra prima, o que não faz dele um filme chato. Continua sendo um filme atual e que diz muito sobre o poder e as intrincadas relações familiares. Se você já assistiu, reveja, pois vale a pena, se não viu, assista, e se tiver um tempinho, assista a trilogia completa, que está disponível na Netflix.




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2 comentários:

  1. Hello, querida!
    Assisti várias vezes é muito bom!
    Bela dica!

    Beijinhos e ótimo fds ♥

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  2. Oi Betty, eu assisti os três filmes, pra mim são insuperáveis, e olha que eu amo filme de máfia, rsrsrs Li o livro também, de Mario Puzzo, igualmente bom, embora os filmes fazem algumas adaptações.
    Boa dica!!!
    Beijosss!!!

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