Rita série - crítica – uma professora dinamarquesa bem alternativa


Rita é uma série dinamarquesa da Netflix que me foi indicada por uma amiga. Eu já tinha visto a chamada da Netflix para a tal série e não me chamou atenção, mas já que tinha indicação, resolvi experimentar.
Confesso que detesto a personagem Rita (Mille Dinesen), mas adoro a série.
Por que não gosto da Rita? Ela é uma professora bem alternativa, que se envolve com os problemas dos alunos e busca soluções bem alternativas, como ela, para cada caso. O que a Rita tem de boa professora e muito humana em relação aos seus alunos, ela tem de péssima mãe, fuma como uma chaminé, se envolve sexualmente com vários homens, mas não cria vínculos emocionais, não vê os problemas de seus filhos e passa como um trator em cima das pessoas a sua volta.
Eu não convidaria Rita para jantar na minha casa, ela não é o tipo de pessoa que eu gosto de ter por perto.
Se eu fosse aluna da Rita, provavelmente eu teria medo dela e procuraria me sentar no fundo da sala para não ser notada por ela. Se eu fosse mãe de um aluno dela, não gostaria de vê-la dando lições de vida e moral para o meu filho. Se eu fosse filha dela, jamais conseguiria me libertar da terapia, ou mais do que isto, tomaria Rivotril por toda a vida!

Embora eu não goste da Rita, eu gosto da série.


Resenha


Rita (Mille Dinesen) é professora, separada, mãe de três filhos, tem um caso com Rasmus (Carsten Bjornlund) e o diretor da escola onde trabalha.
Seus filhos:
Molly (Sara Hjort Ditlevsen) – separou do namorado e voltou a morar com a mãe. Embora Rita seja professora, nunca notou que sua filha é dislexa e essa só descobre depois de adulta.
Ricco (Morten Van Simonsen) – mora com a namorada, que é filha de Tom, um ex-namorado de Rita.
Jeppe (Nikolaj Groth) – tem 15 anos e está se descobrindo gay. Rita quer ser tão legal com o filho gay que acaba por constrange-lo.

Rita consegue transformar a sua vida em uma bagunça e essa bagunça se estende para a vida de seus filhos e para a vida das pessoas com quem ela se relaciona, mas como professora tem uma conduta irretocável, ou quase.


Porque assistir


A série Rita trata de temas importantes, como gravidez indesejada, aborto, gravidez na adolescência, educação sexual na escola, homossexualidade adolescente, entre outros.

A visão de alguns temas, como homossexualidade e aborto, são vistos de maneira bem mais humanitária e realista pelos finlandeses e obriga que a gente pare para pensar o quanto a nossa moral latina atrapalha e machuca em questões que, por si só, já são difíceis de lidar e não precisam de um julgamento religioso e nem de preconceito rançoso para piorar.


Preste atenção


As maneiras como as pessoas se relacionam, seja aqui, seja na Finlândia, são muito parecidas, e, embora a sociedade nórdica pareça ser mais livre, Rita não fica isenta dos julgamentos morais e também de certos preconceitos.
Os personagens secundários são muito interessantes, pois além dos filhos de Rita, há também a professora novata, Hjordis (Lise Baastrup), cheia de dúvidas e idealismos, por quem me apaixonei de imediato. Eu convidaria Hjordis para jantar.
Rasmus, o diretor apaixonado por Rita, também é um personagem muito interessante, pois ele é capaz de se doar para Rita sem pedir nada, ou quase nada em troca.

A medida que os episódios vão se sucedendo, novos personagens vão sendo apresentados e todos eles têm algum fato ou história interessante para contar.


Figurino


As roupas da Rita são bem normais, mas as roupas dos personagens masculinos são muito estranhas!

Rasmus, o diretor, vai trabalhar de bermuda! Parece que a tal da bermuda é uma roupa aceita corporativamente na Finlândia, mas o problema não é bem a bermuda, mas a maneira que ele, bem como Jeppe e os amigos dele a usam, pois todos usam meias puxadas até a metade das pernas. Também parece ser normal por lá usar a tal bermuda com meia e muitas vezes com sapato social ou quase isso.



Eu ainda Estou no meio da segunda temporada de Rita, mas não estou conseguindo largar a série, pois o enredo é muito bom! Rita é diferente de tudo que você já viu até hoje, pois ela é agressiva, mal resolvida, muitas vezes antipática, grosseira e até meio feiosa.
Este lado alternativo da série me fisgou! Estou maratonando e com medo de chegar ao fim e me faltarem novas temporadas para continuar convivendo com a Rita e com todos os seus problemas.
Obrigada Silvia, por ter me indicado a série, pois realmente está valendo a pena ver algo de novo e que sai da mesmice que estamos encontrando on line.



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Betty Gaeta

Gosto Disto foi criado por Betty Gaeta, publicitária, advogada e blogueira, de Bauru - SP, para falar de moda, beleza, comportamento, viagens, decoração, filmes e tudo o que se refira ao universo feminino.

6 comentários:

  1. Jane Quintela de Carvalho5 de setembro de 2020 10:56

    Oi Betty... eu já vi a chamada desta série, mas não me interessei, rsrsrs
    Tive que assistir Cobra Kai, continuação do Karate Kid, com meu filho menor, um evento mãe e filho, rsrsrs Olha que sou cobrada por eles a todo momento para um evento de "filho único"!!!
    Beijosss!!!

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    1. Ainda bem que passei da fase do Cobra Kai! rsrsrs
      Beijos

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  2. tenho a mesma opinião sua, mas ainda não acabei de assistir... será que ela não melhora como mãe e não conseguirá se envolver mesmo seriamente com alguém?

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    1. Oi Virginia,
      Dizem que ela vai melhorar de comportamento, mas, por enquanto, estou me segurando para não dar uns tapas na Rita. rsrsrs
      Beijos

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  3. OI Betty, já ameacei iniciar essa série várias vezes. Agora lendo a sua resenha já estou querendo ver, mesmo já ficando com a sensação de que vou implicar com a Rita. Os motivos para ver a série me animaram.
    beijos
    Chris


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    1. Oi Chris,
      Eu já tive vontade de dar uns tapas na Rita, mas já me disseram que ela muda de comportamento para melhor no decorrer da série.
      Beijos

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