As Vidas de Gloria – Crítica do filme

 

As Vidas de Gloria – Crítica do filme

As Vidas de Gloria, ou The Glorias, é um filme biográfico sobre a feminista Gloria Steinem, que hoje está com 87 anos. O filme não tem sido divulgado o tanto que merecia ser, e é um filme, não apenas maravilhoso, como indispensável para todas as mulheres.

Confesso que sabia muito pouco sobre Gloria Steinem, mas ainda assim sabia muito mais do que a maioria das pessoas, pois sabia que era um feminista muito engajada, uma mulher linda, que tinha sido coelhinha da Playboy, mas não mais do que isto.

Depois de ver o filme As Vidas de Gloria, me senti em dívida por ainda não ter lido nenhum de seus livros, mas pretendo sanar isso em breve.

As Vidas de Gloria – Crítica do filme

Resenha

 

O filme trata da vida de Gloria Steinem desde a sua infância até a idade atua, e Gloria é representada por quatro atrizes:

Criança – Ryan Kiera Armstrong

Adolescente – Lulu Wilson

Adulta jovem – Alicia Vikander

Maturidade – Julianne Moore

A diretora Julie Taymor, usa do recurso de uma viagem de ônibus imaginária, com cenas filmadas em preto e branco, como coluna dorsal do filme. Nesta viagem as Glórias convivem e interagem, sendo que a Gloria mais nova cobra atitudes não tomadas pela Gloria mais velha. Daria para fazer o filme sem este recurso da viagem de ônibus, pois as cenas coloridas narrativas da vida de Gloria Steinem seriam suficientes para contar uma vida tão rica, mas o ônibus serve como um recurso poético interessante.

Gloria era filha de uma mãe submissa, Ruth Steinem (Enid Graham) e psicologicamente doente e de um pai, Leo (Timothy Hutton) que era um trambiqueiro. O casal tinha duas filhas e se deslocava constantemente de cidade em cidade, devido aos trambiques do pai. Gloria demorou para ser matriculada em uma escola formal, e o pai usava como desculpa o fato de que viajar era melhor para a cultura do que qualquer escola. Gloria acabou amalgamando o jeito aventureiro do pai e acabou se tornando uma das maiores ativistas mundiais.

Quando era estudante de jornalismo, viajou para a Índia, e esta viagem marcou profundamente sua vida.

Gloria Steinem, antes de se formar em jornalismo, trabalhou como ajudante de mágico e coelhinha da Playboy, o que fez com que ele escrevesse O Conto da Coelhinha, onde ela expos as condições de trabalho desumanas das coelhinhas. Essa reportagem fez com que Gloria Steinem ficasse famosa.

No filme vemos o assédio que ela é vítima no início da sua carreira como jornalista, por ser uma mulher independente.

Gloria Steinem vai se construindo a medida em que os fatos vão pedindo mais e mais dela. É mostrado como ela vai se tornando uma boa oradora e como foi fundada a revista Ms. Há 45 anos.


As Vidas de Gloria – Crítica do filme

Porque assistir

 

Nós brasileiras ainda estamos engatinhando em matéria de feminismo e até hoje não produzimos uma líder como Gloria Steinem, capaz de levar multidões à luta pelos seus direitos.

O filme As Vidas de Gloria mostra a importância do feminismo nos anos 60 e 70 e que ainda falta muito para as mulheres conquistarem ainda hoje.

Ainda vejo mulheres dizendo que não gostam do feminismo e nem das feministas sem terem nenhuma ideia do que seja realmente o feminismo e da real importância deste movimento para o mundo desde de sempre.

Se você tem mãe, filha, neta irmã, sobrinha, amigas, peça para que todas as mulheres que você ama, assistam a este filme, pois todas elas merecem ter consciência de quem são e do quanto devem a Gloria Steinem.


As Vidas de Gloria – Crítica do filme

Preste atenção

 

Embora As Vidas de Gloria seja um filme biográfico, com atuações fantásticas das quatro atrizes que representam Gloria Steinem nas diferentes fases de sua vida, tem também um lado humorístico, que fica por conta da atriz Lorraine Toussanint, impagável no papel da advogada Florynce Kennedy.

Outra que dá um show de interpretação (como sempre) é Betty Midler, como a deputada Bella Abzug.


As Vidas de Gloria – Crítica do filme

Figurino

 

Embora o filme se desenrole até os dias atuais, a parte mais interessante dos figurinos é a dos anos 70, com aquela overdose de acessórios típica da década.

O melhor figurino é o de Florynce Kennedy (Flo), pois representa bem o Flower and Power.

Gloria Steinem usava e usa ainda nos dias atuais, um uniforme, composto de calça jeans preta, blusa de mangas básica preta e óculos imensos. Este uniforme se tornou sua marca registrada.


As Vidas de Gloria – Crítica do filme

Eu assisti ao filme através do YouTube, e paguei R$ 12,00. Garanto para você que valeu cada centavinho gasto com ele, pois foi o melhor filme que eu assisti até hoje em 2021.


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Betty Gaeta

Gosto Disto foi criado por Betty Gaeta, publicitária, advogada e blogueira, de Bauru - SP, para falar de moda, beleza, comportamento, viagens, decoração, filmes e tudo o que se refira ao universo feminino.

2 comentários:

  1. Jane Quintela de Carvalho9 de abril de 2021 14:24

    Oi Betty... eu já li muitas coisas sobre ela, umas boas outras nem tanto,
    parece ser um filme bem interessante!
    Beijossss!!!

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    Respostas
    1. Oi Jane,
      Vale à pena assitir ao filme, e chame sua filha para ver junto. Ela é inspiradora.
      Beijos

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