Secreto e proibido é um documentário sobre um amor gay entre
duas mulheres que viveram juntas por mais de 70 anos, sendo que por mais de 65
anos esconderam este amor das famílias de ambas, mas acima de tudo é uma
história romântica que toca o coração.
15 de maio de 2020
27 de março de 2020
A história maravilhosa de Madam C.J. Walker na Netflix
Das séries novas que a Netflix lançou em março, a melhor é A
Vida E A História De Madam C.J. Walker sem nenhuma dúvida. É uma minissérie que
dá para maratonar em um final de semana.
A Vida E A História De Madam C.J. Walker tem como protagonista
principal Octavia Spencer, uma atriz que eu amo e não perco nada que ela tem
feito nos últimos tempos. Aquilo que Octavia Spencer faz sempre tem a chancela
de qualidade e não poderia ser diferente com esta minissérie.
7 de fevereiro de 2020
Dor E Glória um filme autobiográfico e triste do Almodóvar, mas belíssimo
Que Dor E Glória é um filme autobiográfico não resta dúvida,
basta olhar para o aspecto de Antonio Banderas como Salvador Mallo, com o penteado
e a barba de Pedro Almodóvar e um figurino igual ao do diretor em seu dia a dia,
e eu normalmente não gosto de filmes autobiográficos. Adoro biografias
filmadas, mas quando a pessoa resolve falar de si mesma na tela acaba sempre se
gabando dos seus feitos ou caindo num mimimi que parece não ter fim, mas não é
o caso de Dor E Glória, pode assistir sem medo de pieguices.
Eu me interessei por Dor
E Glória por ser um filme de Pedro Almodóvar e eu amo Pedro Almodóvar, e um
Almodóvar com Antonio Banderas não poderia dar errado, vez que os filmes do
início de carreira de ambos são sensacionais.
Antonio Banderas é um ator mediano no cinema americano, mas
no cinema espanhol, sob a batuta de Pedro Almodóvar ele sempre supera todas as
expectativas e não foi diferente em Dor
E Glória.
31 de janeiro de 2020
Judy – Muito Além Do Arco-Íris – filmão para Oscar
Uma amiga que já tinha assistido ao filme Judy – Muito Além
Do Arco-Íris, me recomendou muito.
Eu sabia muito pouco sobre a Judy Garland. Sabia que era a
Dorothy do Mágico de Oz (que eu assisti depois de adulta), que era mãe da Liza
Minelli e que tinha morrido por causa de drogas. Tinha uma leve noção de sua
potência vocal devido a um casal gay de quem era amiga quando morava em São
Paulo, os dois eram apaixonados por ela.
24 de janeiro de 2020
Um Reino Unido um filme para se apaixonar
Eu adoro filmes biográficos e quando encontrei um filme que
envolve casamento real, casal interracial e dois artistas que adoro David
Oyelowo (ele fez o papel de Martin Luter King em Selma) e Rosemund Pike (Uma
Garota Exemplar, entre outros) não podia deixar de assistir Um Reino Unido e
não me arrependi, o filme é lindo.
A história é tão linda que parece irreal, mas aconteceu e
mostra que o amor é capaz de tudo.
20 de dezembro de 2019
Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal – serial killer sedutor
Se tem uma história que me intriga é a de Ted Bundy, daí eu
ter ficado ansiosa para assistir ao filme “Ted Bundy: A Irresistível Face do
Mal”. Ted Bundy foi um serial killer americano que tinha tudo para ser uma pessoa
de bem, mas era um psicopata e matou, comprovadamente, mais de 30 mulheres, mas
as autoridades policiais acreditam que o número pode ter sido bem maior
chegando a 100 vítimas. Ele tinha uma vida dupla e para algumas pessoas era uma
pessoa normal, simpática e equilibrada, mas o lado mau de Ted Bundy estuprava e
matava de forma cruel.
Ted Bundy ganhou uma legião de fãs femininas durante a sua
prisão e julgamento, pois ele era um homem bonito e muito bem articulado. O
nome secundário do filme, “A Irresístivel Face do Mal”, faz jus ao criminoso
americano, pois ele era um sedutor.
O filme é muito bom e Zac Efron está perfeito no papel.
18 de outubro de 2019
Minha Fama de Mau – um filme sobre uma grande amizade
Eu li o livro Minha Fama de Mau em 2010 e só agora foi
transformado em filme, mas valeu a pena esperar, pois deu um bom filme.
Basicamente, 1/3 do livro fala da amizade do Erasmo Carlos,
autor do livro, com Roberto Carlos, e 2/3 fala de Narinha, sua esposa e grande
amor de sua vida.
O filme não é tão amplo, e foca mais na amizade de Erasmo
Carlos (Chay Suede) e Roberto Carlos (Gabriel Leone).
27 de setembro de 2019
Inacreditável - pior do que o estupro é o descrédito
Inacreditável é uma série da Netflix, baseada em fatos
reais, que mostra o horror de ser desacreditada por todos depois de ter sido
estuprada.
Se você é mulher vai se sentir chocada com a história de
Marie Adler (Kaitlyn Dever), que foi estuprada ao 18 anos e desacreditada pela
sua família e policiais sobre o seu estupro. Se você não é mulher, mas tem mãe,
irmã, namorada, esposa, filha, também vai se sentir chocado. Só não se comove com
o que aconteceu com Marie Adler quem nasceu de chocadeira e não tem alma.
20 de setembro de 2019
O Assassinato de Gianni Versace – série
O título da série que está sendo exibida pela Netflix
engana, pois embora até mostre o assassinato de Gianni Versace, a série diz
mais sobre o seu assassino Andrew Cunanan do que sobre o estilista, mas ainda
assim é uma ótima série e ganhou o Globo de Ouro.
Resenha
6 de setembro de 2019
Loving Uma História de Amor – quando o amor vira crime
Loving Uma História de Amor é um filme, baseado em fatos
reais, sobre um amor verdadeiro entre um casal interracial que foi preso duas
vezes pelo crime de casar. A história é de abismar, principalmente por que isto
não aconteceu há tanto tempo assim, mas sim no final dos anos 50, quando não
existia mais escravidão e, supostamente as pessoas, de qualquer raça, eram
livres.
Resenha
Richard (branco), representado pelo ator Joel Edgerton, se
apaixona por Mildred (negra), personificada por Ruth Negga, e ela engravida.
Diante da gravidez eles resolvem se casar, em 1958. Como no Estado da Virginia,
onde eles moravam, era proibido o casamento interracial, eles foram para
Washington e se casaram. Ao voltarem para o Estado da Virginia foram presos em razão
deste casamento.
Eles foram julgados e condenados há um ano de prisão, sentença
essa que foi trocada por liberdade, desde que eles não colocassem os pés no
Estado da Virginia juntos, por 25 anos.
19 de julho de 2019
Os últimos czares – uma série obrigatória
Eu adoro a história da Rússia e já li alguns livros a respeito
dos Románov e também sobre épocas anteriores, como o reinado de Catarina, a
grande. Quando vi a série Os Últimos Czares na Netflix, nem me preocupei em ler
resenhas ou saber de indicações, pois sabia que era uma série necessária.
Resenha
Os Últimos Czares não é uma série como as demais, pois além
de série, com atores e atuações, também tem entrevistas com historiadores que
vão dando as interpretações dos fatos conforme a história vai se desenrolando.
É um drama documental (acabei de inventar esta definição e não sei se está
correta).
A série mostra a vida do Czar Nicolau II (Robert Jack), do
momento em que ele assume o império russo até a sua queda.
Quem conhece um pouquinho da história dos Románov sabe que o
casal real, formado por Nicolau II e Alexandra – Alix (Susanna Herbert), teve
cinco filhos, sendo quatro meninas e um menino, Alekséi (Oskar Mowdy), que
deveria herdar o trono. O problema é que Alekséi era hemofílico e estava
condenado à morte, devido a sua doença, desde o dia em que nasceu, daí os Czares
caíram nas garras de um monge inescrupuloso, Rasputin (Bem Cartwright), que
acelerou a queda do império.
A série não é um drama psicológico, então passa por cima de
alguns fatos que a tornariam mais intensa, mais dramática, mas ainda assim dá
para ver a personalidade de Rasputin tomando conta dos atos da Czarina, e toda
a fofoca que corria na Rússia sobre o envolvimento de Alix com o Monge
Rasputin.
Porque assistir
A história da Rússia estava muito ligada a toda a história
da Europa na época, pois os membros da nobreza eram parentes próximos, daí a
doença de Alekséi, e nesta história não há mocinhos ou bandidos, mas sim uma
série de infortúnios que vão se desenrolando e não dá para torcer para um lado
ou para o outro.
É uma história muito próxima dos nossos dias e mostra a
mudança de mentalidade numa época em que os Czares, Reis e Imperadores,
acreditavam-se escolhidos por Deus, mas o mundo deixa de acreditar nessa
escolha divina.
Preste atenção
A série mostra também várias fotos e filmagens de época dos
fatos que aconteceram e levaram a derrocada do império russo.
A família Románov foi muito fotografada durante o governo do
Czar Nicolau II, então os fatos parecem muito próximos aos dias atuais e acabam
por envolver a história do mundo como um todo.
Moda e Figurino
Os atores principais são muito parecidos com os personagens
reais e as roupas são primorosas, bem próximas ás indumentárias reais da corte.
Através do figurino, que vai se simplificando à medida que a
derrocada vai chegando ao final, dá para entender a decadência do império.
A história russa mostra bem como um governo fraco e sem
noção do que está acontecendo a sua volta pode ser danoso para os súditos, mas
também para o próprio governante.
Dizem que quem desconhece a história tende a repeti-la,
então é bom que cada pessoa tome conhecimento da infelicidade de ter um governo
apartado da necessidade popular e um povo desgovernado que leva um país para um
mar revolto sem saber aonde iria dar aquele caminho.
A série tem seis episódios e só uma temporada.
27 de julho de 2018
Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional
Amor Por Direito é um filme que conta a história de uma
paixão, mais que paixão, um amor sólido e intenso. É um dos melhores dramas
românticos que você pode assistir, mas se você tiver preconceito, esqueça, pois
é um filme sobre o amor entre duas mulheres.
Resenha
Amor Por Direito
conta a história de Laurel Hester (Julianne Moore) e Stacie Andree (Ellen
Page). Laurel Hester é uma policial condecorada que ama o que faz e quer fazer
carreira na polícia de sua cidade, Ocean Country. Stacie Andree é uma mecânica
de automóveis bem mais nova do que ela.
Enquanto Stacie é bem resolvida com a
sua família e sexualidade, Laurel esconde dos colegas de trabalho que é
homossexual, pois teme que isto atrapalhe a sua carreira.
Elas vão viver juntas e, como ainda não existia o casamento
entre pessoas do mesmo sexo nos EUA, elas firmam um contrato de união estável.
Tudo ia maravilhosamente bem, até o momento em que Laurel
descobre que tem uma doença terminal e quer deixar a casa e sua pensão de
policial para Stacie.
O filme vai além de tudo que você assistiu até hoje, e não
se engane com a resenha acreditando que vai ver mais do mesmo, porque não vai.
Porque assistir
O filme é baseado em fatos reais e mostra a luta de Laurel
Hester para deixar sua companheira amparada após sua morte.
A atitude de Laurel abriu portas para casos futuros de
pedidos de pensão para companheiros do mesmo sexo e até mesmo para a
legalização do casamento gay.
Preste atenção
A fala de Stacie, explicando a razão de querer a pensão e
apoiando a companheira, não por causa do dinheiro que irá receber, mas sim
porque sabe que Laurel ficará feliz ao vê-la amparada após sua morte, é
comovente. O discurso de Stacie é de arrancar lágrimas do coração mais frio.
É muito emocionante ver policiais, metidos a machões, que
antes tinham medo de apoiarem uma colega gay, se unirem em torno da causa e caminharem
ao lado de Laurel Hester para que ela possa ter seu pedido atendido.
Até a metade do filme, antes que a doença em Laurel seja
diagnosticada, as atrizes Julianne Moore e Ellen Page apenas convenciam ser um
casal, mas não emocionavam como casal. Quando Laurel fica doente dá para sentir
toda a força do amor entre elas; não é apenas uma relação carnal, é uma relação
espiritual.
Deixe todo e qualquer preconceito de lado e assista Amor Por Direito com uma caixinha de
lenços de papel por perto, pois você vai se emocionar e chorar. Eu chorei de
balde!
8 de junho de 2018
Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo
Comecei a assistir ao filme porque a gripe não me deixava
muitas opções para o final de semana, mas não esperava muito dele, pois não sou
fã da Dakota Fanning, ou pelo menos não era até este filme. Ela me surpreendeu
como atriz e tem tudo para se tornar uma das minhas atrizes favoritas.
Resenha
A história, que é baseada em fatos reais, se passa na Inglaterra
do século XIX e conta a história do casamento de Effie Gray (Dakota Fanning),
praticamente uma adolescente escocesa, com o poderoso crítico de artes
plásticas, John Ruskin (Greg Wise).
Este casamento gerou um dos maiores escândalos que a
Inglaterra já viu, pois John Ruskin, apesar de bem mais velho do que a esposa,
não tinha a mínima ideia do que era uma mulher. Ele nasceu de pais já idosos
que o superprotegeram não deixando que tivesse contato com outras crianças.
John Ruskin, ao ver a esposa nua, na noite de núpcias sentiu nojo, pois
imaginava que as mulheres fossem iguais àquelas que ele via nos quadros, nas
estátuas, e que não tivessem pelos pubianos.
O casamento não se consumou e John Ruskin, para se livrar da
esposa, passa a colocá-la em uma série de situações constrangedoras tentando
manchar sua honra, e, desta forma, poder pedir o divórcio.
Porque assistir
É um filme de época muito bem montado e Dakota Fanning está
muito bem no papel de Effie Gray, além do mais o roteiro é de Emma Thompson,
que também atua no filme.
O filme mostra bem a vulnerabilidade das mulheres vitorianas,
pois bastava ficar só na presença de um homem, que não fosse seu marido, para
que tivesse a honra comprometida.
Preste atenção
Nas cenas que se passam em Veneza, além do cenário
belíssimo, o enredo mostra bem a situação aflitiva de Effie Gray diante de um
marido frio, distante e que vai se tornando cruel na medida que o tempo vai
passando.
Atente também para a transformação de Effie quando ela
decide deixar o marido e procura uma saída para a sua situação deprimente.
É de espantar ver como uma menina, sim Effie era uma menina
em todos os sentidos, pois diferente das garotas de hoje em dia, não tinha
nenhuma experiência de vida, conseguiu se proteger e sair de uma situação que a
levaria à ruína, de uma forma honrosa (para a época, é claro) e inteligente.
Moda e Figurino
O figurino não chega a ser deslumbrante, mas é um figurino
honesto, que mostra os trajes de época.
O filme vai até o momento em que Effie consegue fugir do
marido e entra com um processo de anulação de casamento alegando impotência
dele, mas a história de Effie terminou bem e o filme não mostrou que ela, após
a anulação do primeiro casamento, se casou com o pintor John Evertt Millais
(Tom Sturridge), por quem se apaixonou quando este foi contratado para pintar o
retrato de seu marido.
Effie foi retratada inúmeras vezes por Millais e foi uma das
modelos mais conhecidas da época vitoriana. O casal era muito apaixonado e
tiveram oito filhos.
27 de abril de 2018
Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância
Wild Wild Country é um documentário que mostra a estada de
Rajneesh, também conhecido por Bhagwan ou Osho, um guru indiano, nos Estados
Unidos e a criação de uma cidade no Oregon por ele e por seus seguidores. O
documentário iria me passar desapercebido se eu não tivesse lido uma resenha na
Revista Veja, pois foi lançando em março, muito discretamente pela Netflix.
Resenha
Trata-se de um documentário de 6 horas dividido em 6
capítulos, e se e não soubesse que é um documentário, com imagens reais dos
acontecimentos, eu acharia que estavam exagerando na ficção e pararia na metade
por achar que estavam passando do ponto em criatividade, muitas vezes maligna.
Mas, realmente aqueles fatos aconteceram.
Rajneesh, em 1981, comprou um rancho no Oregon, ao lado da
cidadezinha de Antelope, a qual contava com cerca de 40 habitantes, e, em um
ano, com ajuda de sua assistente Sheela, e mão de obra de seus seguidores
voluntários construiu uma cidade autossustentável para 10.000 pessoas, com
casas, escola, assistência médica, uma usina que produzia energia, e tudo o que
uma cidade precisa para existir. A cidade passou a se chamar Rajneeshpuran.
Rajneesh pregava amor livre e desapego aos bens materiais,
mas ele mesmo andava ricamente vestido, tinha 96 carros Rolls-Royce, aviões e
outros bens materiais dignos de um paxá.
Ele era o líder da comunidade, mas quem comandava era a sua
assistente Sheela.
De um lado existia a intolerância dos moradores de Antelope
com o estilo de vida alternativo dos samnyasis (como eram chamados os
seguidores da seita de Rajneesh), de outro lado o crescimento da seita passou a
pressionar os locais com o intuito de afastá-los de suas casas.
Não foram os seguidores de Rajneesh que começaram a
violência, mas mal ela se prenunciou, eles se armaram com armas de fogo e
formaram um verdadeiro exército que treinava todos os dias e se colocava de
forma ostensiva em volta de seus domínios. De comunidade riponga, com base na
paz e amor, os seguidores se transformaram em soldados e, segundo Sheela, o
mestre Rajneesh nunca tinha pregado “dar a outra face”, portanto era legítimo
reagir, o problema foi o excesso de reação.
Porque assistir
Rajneesh-Osho é influente até hoje, mas na primeira metade
dos anos 80 ele se tornou reverenciado no mundo todo e não conhecê-lo era tido
como indício de ignorância (confesso, eu era ignorante).
Ele escreveu muitos livros e muita gente o segue até hoje.
O documentário mostra imagens de época instigantes e
depoimentos de seus antigos seguidores, bem como dos moradores de Antelope, que
estão vivos até hoje. Hoje todos se parecem com avós respeitáveis e pacíficos,
mas o cruzamento dos depoimentos com as imagens dos fatos mostram que
Rajneeshpuran não foi bem um paraíso na terra como Rajneesh imaginou que seria.
Preste atenção
O documentário coloca depoimentos dos dois lados, imagens de
época dos dois lados, mas em momento algum julga qualquer dos lados. O
julgamento, as conclusões vão caber a você que está assistindo.
Com certeza você vai notar que existe um descompasso entre o
que se prega e o que realmente acontece.
Moda e Figurino
Como é um documentário não existe um figurino, mas você vai
perseber que os seguidores de Rajnesh-Osho se vestem de vermelho, em todas as
suas derivações: vermelho puro, vinho, roxo, lilás, laranja, rosa. A cor era
uma referência aos homens santos da Índia, e nos EUA eles ficaram conhecidos
como “os vermelhos”.
Eu não sabia nada sobre Rajneesh-Osho e quando muito via
algum banner com alguma frase de Osho nas redes sociais. Depois de assistir ao
documentário fiquei curiosa e fui pesquisar quem realmente era Rajneesh, por
que foi tão amado e tão odiado? O melhor
artigo que encontrei foi o de Octavio da Cunha Botelho e recomendo que você leia após assistir ao documentário, pois
muitas coisas que não são mostradas lá, são explicadas neste artigo.
Depois de assistir a Wild Wild Country não consegui parar de
pensar nos acontecimentos e até que ponto Rajneesh teve culpa no que aconteceu.
Ele sempre negou tudo e jogou toda a responsabilidade em cima de sua assistente
Sheela, mas será que ele não sabia nada?
Wild Wild Country é um documentário que faz com que a gente
reflita, não apenas sobre os acontecimentos ali mostrados, mas sobre como as
pessoas são envolvidas por seitas e ilusões que aparentemente não têm nenhum
lastro com a verdade.
Acredito que Wild Wild Country é o melhor documentário de
2018, pois mesmo que surjam outros, dificilmente vão superar os acontecimentos
no Oregon nos anos 80.
8 de março de 2018
Filmes biográficos sobre mulheres especiais - Dia Internacional da Mulher
Para comemorar o Dia Internacional da Mulher separei 14 filmes biográficos
sobre mulheres especiais ou fatos que envolvam a condição da mulher no mundo.
Podem existir filmes melhores ou mais famosos sobre mulheres, mas entre os
filmes que tratam de mulheres reais, estes são os melhores.
Escolhi estes filmes para o Dia Internacional da Mulher porque
dizem respeito a mulheres que de alguma forma mudaram o mundo ou influenciaram
uma geração para melhor.
14 filmes sobre mulheres reais para comemorar o Dia Internacional da Mulher
(colocados em ordem alfabética)
A noviça rebelde (1965)
Maria (Julie Andrews) é uma noviça que não se adapta bem ao
convento, na Áustria, e vai trabalhar na casa de um viúvo, o Capitão Georg von
Trapp (Christopher Plummer), que tem sete filhos. Após a morte da esposa, von
Trapp cria os filhos numa disciplina militar. A chegada de Maria vai mudar toda
rigidez da casa.
O capitão é convocado para lutar na guerra ao lado dos nazistas e
se vê obrigado a fugir.
Maria se casa com o Capitão von Trapp.
O filme é um musical e tem canções inesquecíveis, como The Sound
Of Music.
A Outra (2008)
Henrique VIII (Eric Bana) estava desesperado para ter um filho
homem para poder passar a coroa, então o tio e o pai de Maria (Scarlett
Johansson) e Ana Bolena (Natalie Portman) fazem com que Maria seduza o rei.
Maria engravida e tem um filho do rei, mas Ana Bolena não se dá por vencida e
luta pelo coração de Henrique VIII passando por cima de sua irmã Maria (amante
do Rei) e da esposa legítima do rei, Catarina de Aragão (Ana Torrent).
As Sufragistas (2015)
O filme conta a história da rebelião das mulheres do Reino Unido
pelo direito de votar. A história e si é real, mas os personagens não são,
exceto Emmeline Pankhurst (Meryl Streep). Inicialmente as reivindicações eram
feitas de forma pacifica, até que entenderam que não iriam conseguir nada e
partiram para atos de vandalismo.
Coco Antes de Chanel (2009)
Gabrielle Chanel (Audrey Tautou) era uma moça humilde que foi
criada em um orfanato, junto com a sua irmã. Já adulta ela fazia pequenos
serviços de costura e cantava num bar, até que conheceu Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que se tornou seu amante e protetor.
Ela passou a desenhar chapéus mais confortáveis do que os que eram usados na
época e a se vestir com roupas masculinas.
Seu estilo caiu no gosto das
mulheres da alta sociedade e ela se tornou uma estilista famosa.
Coco nunca se casou, mas revolucionou a moda e a
maioria das roupas e acessórios que usamos hoje devemos a ela.
Comer Rezar e Amar (2010)
Eu li o livro e assisti ao filme, gosto de ambos, sou até suspeita
para falar sobre Comer, Rezar e Amar.
O filme é autobiográfico e conta a história de Liz (Julia
Roberts), uma mulher bem-sucedida com um bom casamento, boa casa, amigos e
emprego, que resolve largar tudo e partir em busca do autoconhecimento, indo
para a Itália, Índia e Bali.
Elizabeth (1998)
Elizabeth (Cate Blanchett) se torna Rainha da Inglaterra em 1558, e
tem que enfrentar um país falido e dividido em facções.
Ela comete muitos erros, mas aos poucos vai se firmando como
soberana respeitada por todos.
Elizabeth: A Era de Ouro(2007)
Embora a atriz seja a mesma, Cate Blanchett, o filme não chega a
ser uma continuação do primeiro e dá para assistir aos filmes separadamente,
pois um não precisa do outro para ter sentindo.
Elizabeth se encontra no poder há quase três décadas e tem que
enfrentar rivalidades internas e externas.
Uma onda de fundamentalismo católico, guiada pela Santa
Inquisição, assola a Europa e o Rei da Espanha, Felipe II (Jordi Mollá),
servindo de testa de ferro para o Vaticano, quer atacar a Rainha Herege.
Ao mesmo tempo, Elizabeth tem que lidar com uma paixão inesperada
por Sir Walter Raleigh (Clive Owen).
Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2.000)
Erin Brockovich é mãe de três filhos pequenos e está passando por
uma situação difícil. Ela se viu envolvida num acidente de carro, do qual não
teve culpa e pede para seu advogado, Ed Masry (Albert Finney), contratá-la para
trabalhar com ele.
No escritório de advocacia ela descobre alguns registros perdidos
sobre propriedades com água contaminada e pede para investigar.
Ela descobriu que pessoas estavam morrendo em uma cidadezinha por
causa da contaminação provocada por uma empresa.
Se não fosse o trabalho árduo de Erin, essas pessoas jamais seriam
indenizadas pelos danos causados pela empresa.
Estrelas Além do Tempo (2016)
Este filme já foi mostrado aqui no blog, então basta clicar para
saber mais sobre Estrelas Além do Tempo.
Em 1961 os Estados Unidos se encontravam em plena guerra fria com
a União Soviética e ambos participavam ferrenhamente da corrida espacial. Ao
mesmo tempo, os EUA enfrentavam uma separação racial e essa separação se
refletia na NASA, fazendo com que cientistas negras fossem obrigadas a
trabalhar em um ambiente separado dos demais funcionários.
Esse grupo de mulheres negras vai fazer a diferença na corrida
espacial e hoje elas são vistas como heroínas nacionais.
Frida (2002)
O filme mostra a vida da pintora Frida Kahlo (Salma Hayek) e seu
casamento aberto com o pintor Diego Rivera (Alfred Molina), bem como o seu caso
com Leon Trostky (Geoffrey Rush) e o seu
relacionamento com outras mulheres.
É um filme intenso e Salma Hayek está perfeita no papel de Frida.
Livre (2014)
Cheryl Strayed (Reese Witherspoon),
após perder sua mãe, se divorciar e entrar numa fase de autodestruição, com
muita droga, resolve viver mais próxima da natureza. Para isso, se aventura
numa trilha perigosa, em uma viagem solitária, pela costa do Pacífico.
O filme rendeu um Oscar de Melhor atriz para Reese Witherspoon.
Nise- O Coração da Loucura (2016)
Nos anos 50 o tratamento dos esquizofrênicos era feito por
eletrochoques e/ou lobotomia e a Dra. Nise da Silveira discordava de seus
colegas psiquiatras. Ela se viu isolada dos outros médicos no Hospital
Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, e deram para ela comandar
o setor de Terapia Ocupacional, um setor onde não havia nada além de abandono.
Ela transforma o setor em um ateliê de arte e vários internos obtêm ótimos
resultados com a nova terapia.
O Diabo Veste Prada (2006)
Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma
jornalista recém formada que dá a sorte (ou seria azar?) de ser contratada para
trabalhar na Revista Runaway, como assistente direta da poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep). O problema é
que Miranda não é uma pessoa fácil de lidar e Andy vai aprender isso aos
tropeções.
O filme é baseado no livro do mesmo nome escrito por Lauren Weisberger,
que foi assistente de Anna Wintour, a Editora Chefe da Vogue EUA. Embora Lauren
jure que tudo é ficção, para não sofrer um processo legal, tudo indica que
tenha sido baseado na relação da autora com a sua chefe.
Sob o Sol da Toscana (2003)
O filme é baseado no livro autobiográfico de Frances Meyes.
Frances (Diane Lane) era uma profissional bem sucedida e bem casada até o
momento em que descobre que seu marido a traia. Ela sai do casamento sem nada,
pois o divórcio leva todos os seus bens.
Para se refazer da queda, uma amiga lhe dá de presente uma viagem
para a Toscana. Frances se encanta com uma casa em Cortona, que necessitava
muito de reforma e resolve compra-la. Frances não muda apenas a casa, mas
também sua própria vida.
🎦🎥🎦🎥
Eu não tinha assistido todos os 14 filmes que resenhei aqui,
faltavam dois: As Sufragistas e Nise. Como não gosto de copiar resenha de
outros blogueiros e nem falar de algo que não domino, resolvi assistir antes de
escrever o post, e Nise – O Coração da Loucura foi uma grata surpresa. O filme
é honesto e emocionante. Todos os filmes que citei aqui são ótimos, mas Nise
passa do ótimo, pois é um filme imperdível. Não deixe de assisti-lo, está
disponível na Netflix.
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