Gosto Disto!: Filmes Biográficos
  • Categoria: Filmes Biográficos
  • 15 de maio de 2020

    Secreto e Proibido a história de um amor eterno

    Secreto e Proibido a história de um amor eterno
    Secreto e proibido é um documentário sobre um amor gay entre duas mulheres que viveram juntas por mais de 70 anos, sendo que por mais de 65 anos esconderam este amor das famílias de ambas, mas acima de tudo é uma história romântica que toca o coração.

    27 de março de 2020

    A história maravilhosa de Madam C.J. Walker na Netflix

    A Vida E A História De Madam C.J. Walker

    Das séries novas que a Netflix lançou em março, a melhor é A Vida E A História De Madam C.J. Walker sem nenhuma dúvida. É uma minissérie que dá para maratonar em um final de semana.

    A Vida E A História De Madam C.J. Walker tem como protagonista principal Octavia Spencer, uma atriz que eu amo e não perco nada que ela tem feito nos últimos tempos. Aquilo que Octavia Spencer faz sempre tem a chancela de qualidade e não poderia ser diferente com esta minissérie.

    7 de fevereiro de 2020

    Dor E Glória um filme autobiográfico e triste do Almodóvar, mas belíssimo

    Dor E Glória um filme autobiográfico e triste do Almodóvar, mas belíssimo

    Que Dor E Glória é um filme autobiográfico não resta dúvida, basta olhar para o aspecto de Antonio Banderas como Salvador Mallo, com o penteado e a barba de Pedro Almodóvar e um figurino igual ao do diretor em seu dia a dia, e eu normalmente não gosto de filmes autobiográficos. Adoro biografias filmadas, mas quando a pessoa resolve falar de si mesma na tela acaba sempre se gabando dos seus feitos ou caindo num mimimi que parece não ter fim, mas não é o caso de Dor E Glória, pode assistir sem medo de pieguices.
    Eu me interessei por Dor E Glória por ser um filme de Pedro Almodóvar e eu amo Pedro Almodóvar, e um Almodóvar com Antonio Banderas não poderia dar errado, vez que os filmes do início de carreira de ambos são sensacionais.

    Antonio Banderas é um ator mediano no cinema americano, mas no cinema espanhol, sob a batuta de Pedro Almodóvar ele sempre supera todas as expectativas e não foi diferente em Dor E Glória.

    31 de janeiro de 2020

    Judy – Muito Além Do Arco-Íris – filmão para Oscar

    Judy – Muito Além Do Arco-Íris – filmão para Oscar

    Uma amiga que já tinha assistido ao filme Judy – Muito Além Do Arco-Íris, me recomendou muito.

    Eu sabia muito pouco sobre a Judy Garland. Sabia que era a Dorothy do Mágico de Oz (que eu assisti depois de adulta), que era mãe da Liza Minelli e que tinha morrido por causa de drogas. Tinha uma leve noção de sua potência vocal devido a um casal gay de quem era amiga quando morava em São Paulo, os dois eram apaixonados por ela.

    24 de janeiro de 2020

    Um Reino Unido um filme para se apaixonar

    Um Reino Unido um filme para se apaixonar

    Eu adoro filmes biográficos e quando encontrei um filme que envolve casamento real, casal interracial e dois artistas que adoro David Oyelowo (ele fez o papel de Martin Luter King em Selma) e Rosemund Pike (Uma Garota Exemplar, entre outros) não podia deixar de assistir Um Reino Unido e não me arrependi, o filme é lindo.

    A história é tão linda que parece irreal, mas aconteceu e mostra que o amor é capaz de tudo.

    20 de dezembro de 2019

    Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal – serial killer sedutor

    Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal filme

    Se tem uma história que me intriga é a de Ted Bundy, daí eu ter ficado ansiosa para assistir ao filme “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal”. Ted Bundy foi um serial killer americano que tinha tudo para ser uma pessoa de bem, mas era um psicopata e matou, comprovadamente, mais de 30 mulheres, mas as autoridades policiais acreditam que o número pode ter sido bem maior chegando a 100 vítimas. Ele tinha uma vida dupla e para algumas pessoas era uma pessoa normal, simpática e equilibrada, mas o lado mau de Ted Bundy estuprava e matava de forma cruel.
    Ted Bundy ganhou uma legião de fãs femininas durante a sua prisão e julgamento, pois ele era um homem bonito e muito bem articulado. O nome secundário do filme, “A Irresístivel Face do Mal”, faz jus ao criminoso americano, pois ele era um sedutor.

    O filme é muito bom e Zac Efron está perfeito no papel.

    18 de outubro de 2019

    Minha Fama de Mau – um filme sobre uma grande amizade

    Minha Fama de Mau – um filme sobre uma grande amizade

    Eu li o livro Minha Fama de Mau em 2010 e só agora foi transformado em filme, mas valeu a pena esperar, pois deu um bom filme.
    Basicamente, 1/3 do livro fala da amizade do Erasmo Carlos, autor do livro, com Roberto Carlos, e 2/3 fala de Narinha, sua esposa e grande amor de sua vida.
    O filme não é tão amplo, e foca mais na amizade de Erasmo Carlos (Chay Suede) e Roberto Carlos (Gabriel Leone).

    27 de setembro de 2019

    Inacreditável - pior do que o estupro é o descrédito

    Inacreditável série da netflix

    Inacreditável é uma série da Netflix, baseada em fatos reais, que mostra o horror de ser desacreditada por todos depois de ter sido estuprada.

    Se você é mulher vai se sentir chocada com a história de Marie Adler (Kaitlyn Dever), que foi estuprada ao 18 anos e desacreditada pela sua família e policiais sobre o seu estupro. Se você não é mulher, mas tem mãe, irmã, namorada, esposa, filha, também vai se sentir chocado. Só não se comove com o que aconteceu com Marie Adler quem nasceu de chocadeira e não tem alma.

    20 de setembro de 2019

    O Assassinato de Gianni Versace – série

    O Assassinato de Gianni Versace – elenco


    O título da série que está sendo exibida pela Netflix engana, pois embora até mostre o assassinato de Gianni Versace, a série diz mais sobre o seu assassino Andrew Cunanan do que sobre o estilista, mas ainda assim é uma ótima série e ganhou o Globo de Ouro.

    Resenha


    6 de setembro de 2019

    Loving Uma História de Amor – quando o amor vira crime

    Loving Uma História de Amor – quando o amor vira crime

    Loving Uma História de Amor é um filme, baseado em fatos reais, sobre um amor verdadeiro entre um casal interracial que foi preso duas vezes pelo crime de casar. A história é de abismar, principalmente por que isto não aconteceu há tanto tempo assim, mas sim no final dos anos 50, quando não existia mais escravidão e, supostamente as pessoas, de qualquer raça, eram livres.

    Resenha


    Richard (branco), representado pelo ator Joel Edgerton, se apaixona por Mildred (negra), personificada por Ruth Negga, e ela engravida. Diante da gravidez eles resolvem se casar, em 1958. Como no Estado da Virginia, onde eles moravam, era proibido o casamento interracial, eles foram para Washington e se casaram. Ao voltarem para o Estado da Virginia foram presos em razão deste casamento.
    Eles foram julgados e condenados há um ano de prisão, sentença essa que foi trocada por liberdade, desde que eles não colocassem os pés no Estado da Virginia juntos, por 25 anos.

    19 de julho de 2019

    Os últimos czares – uma série obrigatória

    Os últimos czares – série da Netflix

    Eu adoro a história da Rússia e já li alguns livros a respeito dos Románov e também sobre épocas anteriores, como o reinado de Catarina, a grande. Quando vi a série Os Últimos Czares na Netflix, nem me preocupei em ler resenhas ou saber de indicações, pois sabia que era uma série necessária.

    Os últimos czares – série da Netflix

    Resenha


    Os Últimos Czares não é uma série como as demais, pois além de série, com atores e atuações, também tem entrevistas com historiadores que vão dando as interpretações dos fatos conforme a história vai se desenrolando. É um drama documental (acabei de inventar esta definição e não sei se está correta).
    A série mostra a vida do Czar Nicolau II (Robert Jack), do momento em que ele assume o império russo até a sua queda.
    Quem conhece um pouquinho da história dos Románov sabe que o casal real, formado por Nicolau II e Alexandra – Alix (Susanna Herbert), teve cinco filhos, sendo quatro meninas e um menino, Alekséi (Oskar Mowdy), que deveria herdar o trono. O problema é que Alekséi era hemofílico e estava condenado à morte, devido a sua doença, desde o dia em que nasceu, daí os Czares caíram nas garras de um monge inescrupuloso, Rasputin (Bem Cartwright), que acelerou a queda do império.

    A série não é um drama psicológico, então passa por cima de alguns fatos que a tornariam mais intensa, mais dramática, mas ainda assim dá para ver a personalidade de Rasputin tomando conta dos atos da Czarina, e toda a fofoca que corria na Rússia sobre o envolvimento de Alix com o Monge Rasputin.

    Os últimos czares – série da Netflix

    Porque assistir


    A história da Rússia estava muito ligada a toda a história da Europa na época, pois os membros da nobreza eram parentes próximos, daí a doença de Alekséi, e nesta história não há mocinhos ou bandidos, mas sim uma série de infortúnios que vão se desenrolando e não dá para torcer para um lado ou para o outro.

    É uma história muito próxima dos nossos dias e mostra a mudança de mentalidade numa época em que os Czares, Reis e Imperadores, acreditavam-se escolhidos por Deus, mas o mundo deixa de acreditar nessa escolha divina.

    Os últimos czares – série da Netflix

    Preste atenção


    A série mostra também várias fotos e filmagens de época dos fatos que aconteceram e levaram a derrocada do império russo.

    A família Románov foi muito fotografada durante o governo do Czar Nicolau II, então os fatos parecem muito próximos aos dias atuais e acabam por envolver a história do mundo como um todo.

    Os últimos czares – série da Netflix

    Moda e Figurino


    Os atores principais são muito parecidos com os personagens reais e as roupas são primorosas, bem próximas ás indumentárias reais da corte.

    Através do figurino, que vai se simplificando à medida que a derrocada vai chegando ao final, dá para entender a decadência do império.

    Os últimos czares – série da Netflix


    A história russa mostra bem como um governo fraco e sem noção do que está acontecendo a sua volta pode ser danoso para os súditos, mas também para o próprio governante.
    Dizem que quem desconhece a história tende a repeti-la, então é bom que cada pessoa tome conhecimento da infelicidade de ter um governo apartado da necessidade popular e um povo desgovernado que leva um país para um mar revolto sem saber aonde iria dar aquele caminho.
    A série tem seis episódios e só uma temporada.




    27 de julho de 2018

    Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional

    Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional


    Amor Por Direito é um filme que conta a história de uma paixão, mais que paixão, um amor sólido e intenso. É um dos melhores dramas românticos que você pode assistir, mas se você tiver preconceito, esqueça, pois é um filme sobre o amor entre duas mulheres.


    Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional


    Resenha


    Amor Por Direito conta a história de Laurel Hester (Julianne Moore) e Stacie Andree (Ellen Page). Laurel Hester é uma policial condecorada que ama o que faz e quer fazer carreira na polícia de sua cidade, Ocean Country. Stacie Andree é uma mecânica de automóveis bem mais nova do que ela.

    Enquanto Stacie é bem resolvida com a sua família e sexualidade, Laurel esconde dos colegas de trabalho que é homossexual, pois teme que isto atrapalhe a sua carreira.

    Elas vão viver juntas e, como ainda não existia o casamento entre pessoas do mesmo sexo nos EUA, elas firmam um contrato de união estável.

    Tudo ia maravilhosamente bem, até o momento em que Laurel descobre que tem uma doença terminal e quer deixar a casa e sua pensão de policial para Stacie.

    O filme vai além de tudo que você assistiu até hoje, e não se engane com a resenha acreditando que vai ver mais do mesmo, porque não vai.


    Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional


    Porque assistir


    O filme é baseado em fatos reais e mostra a luta de Laurel Hester para deixar sua companheira amparada após sua morte.

    A atitude de Laurel abriu portas para casos futuros de pedidos de pensão para companheiros do mesmo sexo e até mesmo para a legalização do casamento gay.


    Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional


    Preste atenção


    A fala de Stacie, explicando a razão de querer a pensão e apoiando a companheira, não por causa do dinheiro que irá receber, mas sim porque sabe que Laurel ficará feliz ao vê-la amparada após sua morte, é comovente. O discurso de Stacie é de arrancar lágrimas do coração mais frio.

    É muito emocionante ver policiais, metidos a machões, que antes tinham medo de apoiarem uma colega gay, se unirem em torno da causa e caminharem ao lado de Laurel Hester para que ela possa ter seu pedido atendido.


    Amor Por Direito um filme sobre um amor incondicional


    Até a metade do filme, antes que a doença em Laurel seja diagnosticada, as atrizes Julianne Moore e Ellen Page apenas convenciam ser um casal, mas não emocionavam como casal. Quando Laurel fica doente dá para sentir toda a força do amor entre elas; não é apenas uma relação carnal, é uma relação espiritual.

    Deixe todo e qualquer preconceito de lado e assista Amor Por Direito com uma caixinha de lenços de papel por perto, pois você vai se emocionar e chorar. Eu chorei de balde!






    8 de junho de 2018

    Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo

    Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo


    Comecei a assistir ao filme porque a gripe não me deixava muitas opções para o final de semana, mas não esperava muito dele, pois não sou fã da Dakota Fanning, ou pelo menos não era até este filme. Ela me surpreendeu como atriz e tem tudo para se tornar uma das minhas atrizes favoritas.


    Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo

      

    Resenha


    A história, que é baseada em fatos reais, se passa na Inglaterra do século XIX e conta a história do casamento de Effie Gray (Dakota Fanning), praticamente uma adolescente escocesa, com o poderoso crítico de artes plásticas, John Ruskin (Greg Wise).

    Este casamento gerou um dos maiores escândalos que a Inglaterra já viu, pois John Ruskin, apesar de bem mais velho do que a esposa, não tinha a mínima ideia do que era uma mulher. Ele nasceu de pais já idosos que o superprotegeram não deixando que tivesse contato com outras crianças. John Ruskin, ao ver a esposa nua, na noite de núpcias sentiu nojo, pois imaginava que as mulheres fossem iguais àquelas que ele via nos quadros, nas estátuas, e que não tivessem pelos pubianos.

    O casamento não se consumou e John Ruskin, para se livrar da esposa, passa a colocá-la em uma série de situações constrangedoras tentando manchar sua honra, e, desta forma, poder pedir o divórcio.


    Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo


    Porque assistir



    É um filme de época muito bem montado e Dakota Fanning está muito bem no papel de Effie Gray, além do mais o roteiro é de Emma Thompson, que também atua no filme.

    O filme mostra bem a vulnerabilidade das mulheres vitorianas, pois bastava ficar só na presença de um homem, que não fosse seu marido, para que tivesse a honra comprometida.


    Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo


    Preste atenção



    Nas cenas que se passam em Veneza, além do cenário belíssimo, o enredo mostra bem a situação aflitiva de Effie Gray diante de um marido frio, distante e que vai se tornando cruel na medida que o tempo vai passando.

    Atente também para a transformação de Effie quando ela decide deixar o marido e procura uma saída para a sua situação deprimente.

    É de espantar ver como uma menina, sim Effie era uma menina em todos os sentidos, pois diferente das garotas de hoje em dia, não tinha nenhuma experiência de vida, conseguiu se proteger e sair de uma situação que a levaria à ruína, de uma forma honrosa (para a época, é claro) e inteligente.


    Moda e Figurino



    O figurino não chega a ser deslumbrante, mas é um figurino honesto, que mostra os trajes de época.


    Effie Gray Uma Paixão Reprimida – a história de um escândalo


    O filme vai até o momento em que Effie consegue fugir do marido e entra com um processo de anulação de casamento alegando impotência dele, mas a história de Effie terminou bem e o filme não mostrou que ela, após a anulação do primeiro casamento, se casou com o pintor John Evertt Millais (Tom Sturridge), por quem se apaixonou quando este foi contratado para pintar o retrato de seu marido.

    Effie foi retratada inúmeras vezes por Millais e foi uma das modelos mais conhecidas da época vitoriana. O casal era muito apaixonado e tiveram oito filhos.


    O filme está disponível na Netflix e no Youtube, mas no Youtube a imagem está reduzida a 1/4 da tela.





    27 de abril de 2018

    Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância

    Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância



    Wild Wild Country é um documentário que mostra a estada de Rajneesh, também conhecido por Bhagwan ou Osho, um guru indiano, nos Estados Unidos e a criação de uma cidade no Oregon por ele e por seus seguidores. O documentário iria me passar desapercebido se eu não tivesse lido uma resenha na Revista Veja, pois foi lançando em março, muito discretamente pela Netflix.

    Resenha


    Trata-se de um documentário de 6 horas dividido em 6 capítulos, e se e não soubesse que é um documentário, com imagens reais dos acontecimentos, eu acharia que estavam exagerando na ficção e pararia na metade por achar que estavam passando do ponto em criatividade, muitas vezes maligna. Mas, realmente aqueles fatos aconteceram.

    Rajneesh, em 1981, comprou um rancho no Oregon, ao lado da cidadezinha de Antelope, a qual contava com cerca de 40 habitantes, e, em um ano, com ajuda de sua assistente Sheela, e mão de obra de seus seguidores voluntários construiu uma cidade autossustentável para 10.000 pessoas, com casas, escola, assistência médica, uma usina que produzia energia, e tudo o que uma cidade precisa para existir. A cidade passou a se chamar Rajneeshpuran.

    Rajneesh pregava amor livre e desapego aos bens materiais, mas ele mesmo andava ricamente vestido, tinha 96 carros Rolls-Royce, aviões e outros bens materiais dignos de um paxá.


    Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância


    Ele era o líder da comunidade, mas quem comandava era a sua assistente Sheela.

    De um lado existia a intolerância dos moradores de Antelope com o estilo de vida alternativo dos samnyasis (como eram chamados os seguidores da seita de Rajneesh), de outro lado o crescimento da seita passou a pressionar os locais com o intuito de afastá-los de suas casas.

    Não foram os seguidores de Rajneesh que começaram a violência, mas mal ela se prenunciou, eles se armaram com armas de fogo e formaram um verdadeiro exército que treinava todos os dias e se colocava de forma ostensiva em volta de seus domínios. De comunidade riponga, com base na paz e amor, os seguidores se transformaram em soldados e, segundo Sheela, o mestre Rajneesh nunca tinha pregado “dar a outra face”, portanto era legítimo reagir, o problema foi o excesso de reação.


    Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância

     Porque assistir


    Rajneesh-Osho é influente até hoje, mas na primeira metade dos anos 80 ele se tornou reverenciado no mundo todo e não conhecê-lo era tido como indício de ignorância (confesso, eu era ignorante).
    Ele escreveu muitos livros e muita gente o segue até hoje.

    O documentário mostra imagens de época instigantes e depoimentos de seus antigos seguidores, bem como dos moradores de Antelope, que estão vivos até hoje. Hoje todos se parecem com avós respeitáveis e pacíficos, mas o cruzamento dos depoimentos com as imagens dos fatos mostram que Rajneeshpuran não foi bem um paraíso na terra como Rajneesh imaginou que seria.


    Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância


    Preste atenção


    O documentário coloca depoimentos dos dois lados, imagens de época dos dois lados, mas em momento algum julga qualquer dos lados. O julgamento, as conclusões vão caber a você que está assistindo.

    Com certeza você vai notar que existe um descompasso entre o que se prega e o que realmente acontece.


    Moda e Figurino


    Como é um documentário não existe um figurino, mas você vai perseber que os seguidores de Rajnesh-Osho se vestem de vermelho, em todas as suas derivações: vermelho puro, vinho, roxo, lilás, laranja, rosa. A cor era uma referência aos homens santos da Índia, e nos EUA eles ficaram conhecidos como “os vermelhos”.


    Wild Wild Country – sexo drogas violência e intolerância


    Eu não sabia nada sobre Rajneesh-Osho e quando muito via algum banner com alguma frase de Osho nas redes sociais. Depois de assistir ao documentário fiquei curiosa e fui pesquisar quem realmente era Rajneesh, por que foi tão amado e tão odiado?  O melhor artigo que encontrei foi o de Octavio da Cunha Botelho e recomendo que você leia após assistir ao documentário, pois muitas coisas que não são mostradas lá, são explicadas neste artigo.

    Depois de assistir a Wild Wild Country não consegui parar de pensar nos acontecimentos e até que ponto Rajneesh teve culpa no que aconteceu. Ele sempre negou tudo e jogou toda a responsabilidade em cima de sua assistente Sheela, mas será que ele não sabia nada?

    Wild Wild Country é um documentário que faz com que a gente reflita, não apenas sobre os acontecimentos ali mostrados, mas sobre como as pessoas são envolvidas por seitas e ilusões que aparentemente não têm nenhum lastro com a verdade.

    Acredito que Wild Wild Country é o melhor documentário de 2018, pois mesmo que surjam outros, dificilmente vão superar os acontecimentos no Oregon nos anos 80.





    8 de março de 2018

    Filmes biográficos sobre mulheres especiais - Dia Internacional da Mulher

    Filmes biográficos sobre mulheres especiais - Dia Internacional da Mulher



    Para comemorar o Dia Internacional da Mulher separei 14 filmes biográficos sobre mulheres especiais ou fatos que envolvam a condição da mulher no mundo. Podem existir filmes melhores ou mais famosos sobre mulheres, mas entre os filmes que tratam de mulheres reais, estes são os melhores.

    Escolhi estes filmes para o Dia Internacional da Mulher porque dizem respeito a mulheres que de alguma forma mudaram o mundo ou influenciaram uma geração para melhor.

    14 filmes sobre mulheres reais para comemorar o Dia Internacional da Mulher

    (colocados em ordem alfabética)


    A Noviça Rebelde


    A noviça rebelde (1965)


    Maria (Julie Andrews) é uma noviça que não se adapta bem ao convento, na Áustria, e vai trabalhar na casa de um viúvo, o Capitão Georg von Trapp (Christopher Plummer), que tem sete filhos. Após a morte da esposa, von Trapp cria os filhos numa disciplina militar. A chegada de Maria vai mudar toda rigidez da casa.

    O capitão é convocado para lutar na guerra ao lado dos nazistas e se vê obrigado a fugir.
    Maria se casa com o Capitão von Trapp.

    O filme é um musical e tem canções inesquecíveis, como The Sound Of Music.


    A Outra


    A Outra (2008)


    Henrique VIII (Eric Bana) estava desesperado para ter um filho homem para poder passar a coroa, então o tio e o pai de Maria (Scarlett Johansson) e Ana Bolena (Natalie Portman) fazem com que Maria seduza o rei. Maria engravida e tem um filho do rei, mas Ana Bolena não se dá por vencida e luta pelo coração de Henrique VIII passando por cima de sua irmã Maria (amante do Rei) e da esposa legítima do rei, Catarina de Aragão (Ana Torrent).


    As Sufragistas


    As Sufragistas (2015)


    O filme conta a história da rebelião das mulheres do Reino Unido pelo direito de votar. A história e si é real, mas os personagens não são, exceto Emmeline Pankhurst (Meryl Streep). Inicialmente as reivindicações eram feitas de forma pacifica, até que entenderam que não iriam conseguir nada e partiram para atos de vandalismo.


    Coco antes de Chanel


    Coco Antes de Chanel (2009) 


    Gabrielle Chanel (Audrey Tautou) era uma moça humilde que foi criada em um orfanato, junto com a sua irmã. Já adulta ela fazia pequenos serviços de costura e cantava num bar, até que conheceu Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que se tornou seu amante e protetor. Ela passou a desenhar chapéus mais confortáveis do que os que eram usados na época e a se vestir com roupas masculinas. 

    Seu estilo caiu no gosto das mulheres da alta sociedade e ela se tornou uma estilista famosa.

    Coco nunca se casou, mas revolucionou a moda e a maioria das roupas e acessórios que usamos hoje devemos a ela.


    Comer Rezar Amar


    Comer Rezar e Amar (2010)


    Eu li o livro e assisti ao filme, gosto de ambos, sou até suspeita para falar sobre Comer, Rezar e Amar.

    O filme é autobiográfico e conta a história de Liz (Julia Roberts), uma mulher bem-sucedida com um bom casamento, boa casa, amigos e emprego, que resolve largar tudo e partir em busca do autoconhecimento, indo para a Itália, Índia e Bali.


    Elizabeth


    Elizabeth (1998)


    Elizabeth (Cate Blanchett) se torna Rainha da Inglaterra em 1558, e tem que enfrentar um país falido e dividido em facções.

    Ela comete muitos erros, mas aos poucos vai se firmando como soberana respeitada por todos.


    Elizabeth: A Era do Ouro


    Elizabeth: A Era de Ouro(2007)


    Embora a atriz seja a mesma, Cate Blanchett, o filme não chega a ser uma continuação do primeiro e dá para assistir aos filmes separadamente, pois um não precisa do outro para ter sentindo.

    Elizabeth se encontra no poder há quase três décadas e tem que enfrentar rivalidades internas e externas.

    Uma onda de fundamentalismo católico, guiada pela Santa Inquisição, assola a Europa e o Rei da Espanha, Felipe II (Jordi Mollá), servindo de testa de ferro para o Vaticano, quer atacar a Rainha Herege.

    Ao mesmo tempo, Elizabeth tem que lidar com uma paixão inesperada por Sir Walter Raleigh (Clive Owen).


    Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento


    Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2.000)


    Erin Brockovich é mãe de três filhos pequenos e está passando por uma situação difícil. Ela se viu envolvida num acidente de carro, do qual não teve culpa e pede para seu advogado, Ed Masry (Albert Finney), contratá-la para trabalhar com ele.

    No escritório de advocacia ela descobre alguns registros perdidos sobre propriedades com água contaminada e pede para investigar.

    Ela descobriu que pessoas estavam morrendo em uma cidadezinha por causa da contaminação provocada por uma empresa.

    Se não fosse o trabalho árduo de Erin, essas pessoas jamais seriam indenizadas pelos danos causados pela empresa.


    Estrelas Além do Tempo


    Estrelas Além do Tempo (2016)


    Este filme já foi mostrado aqui no blog, então basta clicar para saber mais sobre Estrelas Além do Tempo.

    Em 1961 os Estados Unidos se encontravam em plena guerra fria com a União Soviética e ambos participavam ferrenhamente da corrida espacial. Ao mesmo tempo, os EUA enfrentavam uma separação racial e essa separação se refletia na NASA, fazendo com que cientistas negras fossem obrigadas a trabalhar em um ambiente separado dos demais funcionários.

    Esse grupo de mulheres negras vai fazer a diferença na corrida espacial e hoje elas são vistas como heroínas nacionais.


    Frida Poster


    Frida (2002)


    O filme mostra a vida da pintora Frida Kahlo (Salma Hayek) e seu casamento aberto com o pintor Diego Rivera (Alfred Molina), bem como o seu caso com Leon Trostky (Geoffrey Rush) e o seu relacionamento com outras mulheres.

    É um filme intenso e Salma Hayek está perfeita no papel de Frida.


    Livre Poster


    Livre (2014)


    Cheryl Strayed (Reese Witherspoon), após perder sua mãe, se divorciar e entrar numa fase de autodestruição, com muita droga, resolve viver mais próxima da natureza. Para isso, se aventura numa trilha perigosa, em uma viagem solitária, pela costa do Pacífico.

    O filme rendeu um Oscar de Melhor atriz para Reese Witherspoon.


    Nise - O Coração da Loucura


    Nise- O Coração da Loucura (2016)


    Nos anos 50 o tratamento dos esquizofrênicos era feito por eletrochoques e/ou lobotomia e a Dra. Nise da Silveira discordava de seus colegas psiquiatras. Ela se viu isolada dos outros médicos no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, e deram para ela comandar o setor de Terapia Ocupacional, um setor onde não havia nada além de abandono. Ela transforma o setor em um ateliê de arte e vários internos obtêm ótimos resultados com a nova terapia.


    O Diabo Veste Prada


    O Diabo Veste Prada (2006)


    Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jornalista recém formada que dá a sorte (ou seria azar?) de ser contratada para trabalhar na Revista Runaway, como assistente direta da poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep). O problema é que Miranda não é uma pessoa fácil de lidar e Andy vai aprender isso aos tropeções.

    O filme é baseado no livro do mesmo nome escrito por Lauren Weisberger, que foi assistente de Anna Wintour, a Editora Chefe da Vogue EUA. Embora Lauren jure que tudo é ficção, para não sofrer um processo legal, tudo indica que tenha sido baseado na relação da autora com a sua chefe.


    Sob o Sol da Toscana


    Sob o Sol da Toscana (2003)


    O filme é baseado no livro autobiográfico de Frances Meyes. Frances (Diane Lane) era uma profissional bem sucedida e bem casada até o momento em que descobre que seu marido a traia. Ela sai do casamento sem nada, pois o divórcio leva todos os seus bens.

    Para se refazer da queda, uma amiga lhe dá de presente uma viagem para a Toscana. Frances se encanta com uma casa em Cortona, que necessitava muito de reforma e resolve compra-la. Frances não muda apenas a casa, mas também sua própria vida.

    🎦🎥🎦🎥

    Eu não tinha assistido todos os 14 filmes que resenhei aqui, faltavam dois: As Sufragistas e Nise. Como não gosto de copiar resenha de outros blogueiros e nem falar de algo que não domino, resolvi assistir antes de escrever o post, e Nise – O Coração da Loucura foi uma grata surpresa. O filme é honesto e emocionante. Todos os filmes que citei aqui são ótimos, mas Nise passa do ótimo, pois é um filme imperdível. Não deixe de assisti-lo, está disponível na Netflix.




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